Ações solidárias distribuem gentilezas pela Capital

GELADEIRA SOLIDÁRIA: alimentos doados em condições de consumo garantem a refeição de quem mais precisa

Em um cenário de incertezas políticas, crise econômica e crescimento da intolerância, pequenos gestos são capazes de dar novos sentidos a vida em coletividade. Pela força solidária de uns, a cidade vai se tornando um espaço mais acolhedor. Vide os projetos Sorria, Frô; geladeira comunitária; e Quase Pracinha. Em comum, eles conjugam o verbo compartilhar, para além do bem material, afetos.

 Quem passa pela na rua Riachuelo, bairro Papicu, próximo ao Hospital Geral de Fortaleza, vê agora, instalada na fachada da casa que serve de sede para a Sociedade Espírita de Fortaleza (SEF) uma geladeira. O objetivo é disponibilizar alimentos para a população carente que por ali passe. Pessoas em situação de rua podem aproveitar livremente as doações postas no eletrodoméstico.

Desde que a geladeira foi disponibilizada, no último dia 18, ela é reabastecida por pessoas que se sentem sensibilizadas pela causa. Regina Parente, presidente da SEF, relata que a população tem respeitado o projeto. “Vem gente de vários lugares deixar biscoitos, frutas e água na geladeira. Alguns são visitantes no hospital, outros são pessoas que passam por aqui e deixam uma contribuição”, relata Regina.

Em atividade há cerca de dois anos, o Sorria, Frô é outra iniciativa que envolve gentileza. Flores utilizadas na decoração de casamentos são reaproveitadas e distribuídas em lares de idosos, ruas e hospitais públicos de Fortaleza. Com um núcleo de voluntários de oito pessoas, a oferta de flores é feita por mês. O cronograma de “eventos”, assim, depende de doações para seguir.

Rodrigo Pegado, realizador do projeto, esclarece que eles buscam alcançar espaços de maior carência e, por isso, o ato é mais do que a entrega de uma flor. “É uma mensagem para aquela pessoa que está em um momento difícil, (que precisa) renovar suas energias e sentir que o mundo ainda é feito de pessoas boas, que torcem para ela sair daquela situação”, declara.

Quase Pracinha existe há quatro anos. A iniciativa busca construir uma praça, com equipamentos pensados coletivamente, em um local que costumava ser uma zona acumuladora de lixo. Em 2015, a Prefeitura limpou o espaço, localizado na esquina da rua Gustavo Braga com a rua Capitão Francisco Pedro, no bairro Rodolfo Teófilo. Logo após a transformação, a artista visual Fernanda Meireles observou que ali poderia haver uma praça, talvez com playground ou aparelhos de ginástica. Ela mobilizou os moradores da localidade, que adotaram a ideia, e hoje o espaço conta com um pequeno jardim e boa iluminação.

Fernanda diz que o primeiro passo foi conversar com a população para imaginar o que pode ser construído. Foi a partir disso que ela decidiu criar há uma semana uma conta no Instagram. Lá, ela publica fotos e planeja junto com os voluntários o que a praça pode se tornar. “Todos concordam que um playground, uma estação de bicicleta ou equipamento de exercício físico seriam muito bons, porque tem muita criança por perto que não tem onde brincar”, avalia.

Serviço

Para fazer parte da equipe de voluntários ou contribuir com um dos projetos a partir de doações, basta entrar em contato pelos seguintes meios:

Sorria, Frô

Mais informações: (85) 98907 0701

Instagram: @sorriafro ou @rodrigogoyanna

Geladeira Solidária

Sociedade Espírita de Fortaleza

Local: Rua Riachuelo, 780, Papicu

Quase Pracinha

Localizada no cruzamento da rua Gustavo Braga com rua Capitão Francisco Pedro, Rodolfo Teófilo.

Instagram: @quasepracinha

Fonte: O POVO Online