Advogado diz que Bar não tinha informação de feridos e que mudará segurança

Imagem de confusão no Bar do Cebolinha após tiros

O advogado do Bar Cebolinha da Maraponga se pronunciou acerca da nota que o estabelecimento divulgou afirmando que os tiros efetuados no último sábado, 3, foram efetuados por um policial. Em entrevista ao O POVO Online, Jorge Augusto, disse que a informação que o estabelecimento obteve que a pessoa se identificou no bar como policial. “Se é verdade ou não, não temos essa informação, mas foi o que chegou no momento”, relatou.

Após a nota divulgada pelo bar, a mãe de uma vítima baleada informou que o filho dela foi atingido por dois disparos. A mulher ressaltou que o filho foi orientador socioeducativo (que atua em centros onde são internados adolescentes em conflito com a lei). No bar, o rapaz teria sido atacado por um ex-interno do centro, que efetuou disparos. O filho dela teria feito tentativa de contê-lo, mas acabou ferido.

Sobre baleados durante o tiroteio, o advogado disse que, a princípio, não havia informação de pessoas feridas. No entanto, com a informação da mãe de uma vítima baleada, ele afirmou que o bar vai procurar fazer um levantamento detalhado de tudo o que houve. “Amanhã (terça-feira) vamos protocolar uma notícia-crime e vamos colher as imagens do circuito interno para que a Polícia tenha acesso. Vamos fazer reunião com seguranças, garçons, a fim de colher informações. A pessoa se apresentou no momento como policial e não tinha como saber se era verdade”, disse o advogado.

Conforme Jorge, o estabelecimento mudou o procedimento de segurança e deve adotar novas medidas para dificultar o acesso de pessoas armadas. “Antes, tinha uma pulseira que a pessoa poderia sair. Agora, vai ser condicionado a uma nova revista e serão colocados seguranças nas laterais”.

Sobre a denúncia de que o bar não possui revista, a defesa relata que em todos os bares Cebolinha existe revista e detectores de metal.

Mãe 

A mãe de uma das vítimas baleadas durante evento no bar Cebolinha, da Maraponga, usu as redes sociais neste domingo, 4, para rebater nota publicada pelo estabelecimento, acerca de suposto tiroteio que teria acontecido na madrugada, durante um show, no andar superior da propriedade.

“Essa nota é absolutamente mentirosa. Não foi um policial armado que atirou para cima. Havia um rapaz lá que havia cumprido medida em um centro socioeducativo, que ao reconhecer meu filho que foi educador (agente socioeducativo) de lá, disparou contra ele, e meu filho reagiu e o agarrou e foram efetuados vários disparos”, ressalta. De acordo com a mãe, o filho dela foi atingido por dois disparos e não morreu “por pouco”.

Ela denuncia que o local não faz revista. “Está tentando se livrar da responsabilidade. Não há revista e nem detectores de metal”, disse ainda na publicação das redes sociais.

Nem a Secretaria da Segurança Pública (SSPDS) e nem o estabelecimento divulgaram o número de feridos na ação. É possível ver, em um vídeo divulgado nas redes sociais, uma mulher sendo carregada nos braços.

Fonte: O POVO Online