Após 55 mortes, governo monitora presídios

Portão principal do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus

O porta-voz do Palácio do Planalto, Otávio Rêgo Barros, disse ontem que o presidente Jair Bolsonaro está “consternado” com a chacina ocorrida no sistema prisional do Amazonas, que resultou em 55 pessoas mortas, todos detentos. De acordo com a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap), as mortes ocorreram no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM 1), no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) e na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), todos localizados em Manaus (AM). Os corpos apresentavam indícios de morte por asfixia.

“Obviamente, o presidente está consternado pelo processo escabroso que ocorreu naquele sistema penitenciário. E já vem orientando o ministro Moro no sentido de colocar toda a sua força como ministro da Justiça e Segurança Pública para apoiar aquele estado e debelar o mais pronto possível qualquer atividade que venha a se colocar contra a sociedade, em especial aqueles presos que se encontram naquele complexo penitenciário”, disse.

O governo federal, que monitora a situação nos presídios por meio do próprio Ministério da Justiça e Segurança Pública, além dos serviços de inteligência, não crê que a violência nos presídios possa extrapolar para as ruas. “Não existem indicações de que essa crise possa extrapolar o âmbito do complexo penitenciário”, acrescentou o porta-voz da Presidência.

Mais cedo, o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Pontel, disse que assinaria a autorização para que agentes da Força-tarefa de Intervenção Penitenciária atuem no Compaj. O pedido de apoio foi feito pelo governo estadual. Desde janeiro de 2017, quando 56 presos foram assassinados durante uma rebelião, policiais da Força Nacional fazem a segurança da área externa do complexo. (Agência Brasil)

Fonte: O POVO Online