Após ataques, Governo reforça policiamento para Semana Santa

1.680 PROFISSIONAIS reforçam a segurança no Ceará durante feriado  MATEUS DANTAS

Na tentativa de dar respostas aos ataques contra prédios e transportes públicos que vêm ocorrendo desde o último fim de semana em Fortaleza e no Interior, o governador Camilo Santana (PT) afirmou em coletiva de imprensa que irá reforçar o policiamento no Estado. O plano é aumentar contingente em corredores de ônibus e durante o feriado da Semana Santa contar com o reforço de 1680 policias, sem a redução do efetivo habitual. Para isso, será garantido o pagamento de horas extras aos profissionais de folga.

As estratégias foram definidas durante encontro que o governador teve na manhã de ontem com a cúpula da Segurança Pública Estadual. “O resultado é reforçar a presença da polícia, liberei mais recursos para que fossem contratados policias em horas extras, fora do horário de serviço”, disse. Ainda conforme Camilo, foram realizadas reuniões com a Prefeitura de Fortaleza e o trabalho pactuado de segurança.

“Houve também uma tratativa da Operação da Semana Santa que além do efetivo normal, vamos reforçar com quase 1700 policiais. Nossa determinação é, com pulso forte e todo rigor, colocar toda a esquipe da segurança pública para garantir a tranquilidade da população”, afirmou o governador.

O reforço no feriado será de 1.680 profissionais de segurança para Capital e Interior. Serão policiais militares, civis, bombeiros e peritos forenses destacados. Delegacias terão esquema de plantão diferenciado. A atuação nas ruas começa às 18 horas de quinta-feira, 29, e segue até 6 horas de segunda-feira, 2.

Questionado sobre a implementação dos bloqueadores nos presídios do Ceará – um dos possíveis motivos para os ataques – Camilo não deu respostas. “Todas essas questões fazem parte da segurança interna”, disse.

André Costa, titular da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social, também não deu detalhes. “Tem a decisão judicial que o governador já disse que vai ser cumprida. São ações que precisam ser feitas de forma simultânea, não apenas o bloqueador, para dar melhor resposta para o sistema prisional”, disse.

Fonte: O POVO Online