Cachorro que morreu após ser resgatado será cremado;

Lucky tinha 10 anos e era o único que estava no apartamento da família de Kátia e Cibele no momento do acidente

Depois do desabamento do Edifício Andréa, uma rede de solidariedade se formou em apoio às vítimas da tragédia com doações diversas. A notícia de que o cachorro Lucky – resgatado ainda no primeiro dia de buscas - morreu nesta sexta-feira, 18, comoveu a empresária Raissa Vasconcelos, que entrou em contato com a família do cachorro e ofereceu a doação de um funeral e de uma cremação para o animal da raça dachshund, mais conhecida como “salsicha”.

Diretora da empresa de cremação de animais Anjo Eterno Pet, Raíssa disse que pensou em como poderia colaborar para amenizar a dor da família que já tem de lidar com tantas perdas. “A gente imagina o quanto eles devem estar sofrendo e esse seria mais um motivo para eles ficarem mais abalados. Pensamos em fazer essa doação para que o Lucky tenha um destino digno”, afirma.

Lucky foi resgatado com um ferimento na cabeça e, após receber cuidados veterinários, aparentava estar bem. O cachorro tinha dez anos, idade considerada avançada para a espécie, e sofria com problemas como hérnia de disco e coração crescido. Kátia Ramos Nogueira, 40, dona de Lucky conta ter ficado comovida ao saber da doação. “É muito lindo ver a solidariedade das pessoas. Não só isso, mas tudo o que está acontecendo, como os bombeiros trabalhando lá sem parar. Ver que as pessoas são solidárias é emocionante”, diz.

O funeral, com direito a caixão e flores naturais, e a cremação de Lucky acontecerão neste sábado, 19, no espaço da própria empresa, localizada no Passaré. “Ele era um cachorro maravilhoso, muito alegre e feliz”, relembra Kátia. Ela pretende destinar as cinzas de Lucky a uma biourna, caixa na qual as cinzas do animal são tratadas e preparadas com adubo e sementes prontos para plantação em qualquer local. “A gente tem um sítio que ele gostava muito. Eu tava pensando em optar pela biourna para colocar ele lá”, ressalta.

Kátia está na casa da sogra com a filha e o marido após perder tudo no desabamento do Edifício Andréa. No momento da tragédia, apenas Lucky estava em casa. A nutricionista Cibele Nogueira, 51, irmã de Kátia, afirma que a família recebeu com gratidão a oportunidade de despedir do animal de estimação. Na casa de Cibele, estão os pais idosos que também moravam no edifício.

O corpo de Lucky começou a ser preparado para o funeral na tarde desta sexta. Segundo Raíssa, o processo de cremação pelo qual ele passará é ecologicamente correto e permite à família estar, de alguma forma, com o animal querido por quanto tempo ainda quiser.

FONTE: O POVO ONLINE