Ceará sente impacto na saúde com greve dos caminhoneiros

A continuidade da paralisação dos caminhoneiros nesta semana pode gerar consequências de “extrema gravidade” na saúde nacional. É o que alerta o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) em manifestação pública divulgada ontem. O conselho destacou situações que podem se acentuar com o prolongamento das paralisações, a exemplo da falta de insumos e dificuldade no traslado de pacientes e no abastecimento de gases medicinais. As pastas de Saúde do Estado e da Capital minimizam os efeitos e apontam normalidade nos serviços prestados.

Segundo nota da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa), o órgão faz o “monitoramento de cargas de insumos e medicamentos por todo o Brasil para antever rupturas de estoque e/ou substituição de medicamentos por similares em estoque”. A assessoria de comunicação da Sesa informou que esse levantamento está sendo realizado dia após dia e, por se tratar de uma “área dinâmica”, há uma dificuldade maior de prever o desenrolar ao longo da semana.

Na Capital, afirma a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), não houve, até agora, problema de abastecimento e o estoque está garantido para a próxima semana, mesmo com a continuidade da paralisação.

Segundo a SMS, esse abastecimento é feito com antecedência. Na atenção primária (postos de saúde), por exemplo, há insumos para os próximos dois meses. Sobre o combustível para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a estimativa é a mesma: suficiente mesmo diante do prolongamento da crise.

Para o médico Valdester Pinto Jr., porém, o cenário é delicado. “No Hospital de Messejana, todo dia tem uma lista de material faltando.

Com a paralisação, só piora a situação”. Até sexta-feira, 25, quando o médico cumpriu expediente na instituição, a situação “ainda estava regularizada”.

Provedor da Santa Casa de Misericórdia, Luís Marques diz que o impacto maior se dá no abastecimento de gases medicinais e oxigênio. “Mas não houve qualquer desabastecimento até o momento. No caso do oxigênio, temos uma central quando falta o fornecedor e temos uma reserva de tubos e dos gases usados em centro cirúrgico”.

Fonte: O POVO Online