Como o Ceará usa tecnologia e ciência no combate ao crime

FORTALEZA, CE, BRASIL,  13-03-2019: Aloísio Lira, superintendente de pesquisa e estratégia da SSPDS. (Foto: Alex Gomes/O Povo)

Além de órgãos inatos, como as polícias Civil e Militar, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) passou a dispor, desde 2018, da Superintendência de Pesquisa e Estratégia da Segurança Pública (Supesp). Seu papel é “realizar pesquisas, estudos, projetos estratégicos e análise criminal para o fortalecimento da formulação da política de segurança pública”, resume o 2º artigo do decreto que a criou. No último dia 7 de março, o policial rodoviário federal Aloísio Lira foi nomeado para a superintendência. Aloísio já atuava em parceria com a SSPDS, como, por exemplo, um dos idealizadores de projetos muitos benquistos pelo secretário André Costa, o Spia.

O POVO – Como o senhor chegou a essa área de ciência da segurança pública?

Aloísio Lira – Quando passei no concurso da PRF (Polícia Rodoviária Federal), fui lotado em Rondônia. Fiquei no núcleo de operações especiais. Aí, a gente conhece um mundo totalmente diferente. (Desenvolvia lá) Um trabalho muito forte na área de combate ao tráfico de drogas, tinha muita extração ilegal de madeira, contrabando… Na questão de combate à criminalidade, a gente enxergava assim: qual era o melhor meio de lidar com isso? Foi lá que me despertou esse interesse em conhecer um pouco melhor o que estava sendo feito. Aí, eu vim para o Ceará e, chegando aqui, comecei a faculdade de Direito. Notei que precisava me especializar um pouco mais. Foi onde eu fui fazer minha graduação em gestão de segurança pública. Para entender melhor o funcionamento da Polícia, do sistema de segurança pública. Já são mais de 11 anos dedicados a pesquisar segurança pública. Eu comecei a observar que existe um grande distanciamento entre a academia e a segurança pública. A academia produzia muito, a gente tem grandes pesquisadores na área de segurança pública, especialmente, voltado para outras áreas, urbanismo, sociologia… Mas faltava algum meio de trazer a academia para dentro da segurança pública, para que ela não pesquisasse sobre o viés dela somente, mas pesquisar de uma forma que se pudesse traduzir em soluções palpáveis. O mundo ideal é muito distante do que a gente tem condições de executar. Então, a gente pensa: “Ah, o ideal seria ter um policial em cada esquina”. Não temos efetivo para isso. Qual é esse meio termo? O que eu posso aliar, dentro das minhas possibilidades, o que eu tô fazendo e o que eu pretendo fazer? Então, a medida em que eu fui seguindo carreira dentro da Polícia e peguei alguns cargos intermediários, eu comecei a compreender que o maior desafio da gente era como montar esse policiamento, montar uma estratégia de resposta que se adeque tanto a parâmetros científicos e técnico, como ao que eu possuo de efetivo.

OP – O que chamou a sua atenção no início desse processo?

Aloísio Lira – Antes dos grandes eventos (Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíadas), eu fui para o núcleo de operações especiais, com uma atribuição de analisar e propor ações de combate à criminalidade e redução da violência. Foi onde eu comecei a pegar firme nessa parte de pesquisa e de uma forma um pouco já mais técnica. Nesse meio tempo, surgiu o conceito de mobilidade do crime. Comecei a estudar qual era o impacto do veículo automotor e da mobilidade urbana moderna na segurança pública. Em cima disso, criei esse conceito de mobilidade do crime, de onde surgiu o Spia (sistema que permite a checagem automática de placas de veículos por meio de radares, podendo identificar, por exemplo, veículos com queixa de roubo), que é um dos projetos de maior sucesso hoje no Brasil em termos de resultados. Eu já estava com esse conceito há uns cinco anos, trabalhando, e era incipiente, porque a gente não tem dados. Com a chegada do doutor André (Costa, secretário da segurança), eu trouxe o conceito para apresentar a ele. E trouxe também a ideia da ferramenta que a gente tinha que estava sendo trabalhado junto com o Paulo César (Fernandes de Carvalho), policial rodoviário responsável pelo Erdsi, que é a área de desenvolvimento de sistemas. E o secretário quis conhecer um pouquinho mais. Quando a gente colocou em prática esse conceito, começamos a ter resultado muito rápido. A confiança no que está sendo feito aqui no Ceará — e os números estão mostrando isso — foi o que pesou para eu escolher vir para a Supesp, desenvolver esse trabalho, que é um desafio imenso.

OP – O que a Supesp pode fazer para contribuir com a redução da criminalidade?

Aloísio Lira – Eu tomei posse em 7 de março e a gente tá formatando um planejamento. Nós temos uma primeira linha de melhoria da eficiência. Avaliar como está sendo a aplicação dos recursos na área da segurança pública, mapear processos… Eu só sei o que está funcionando ou não quando eu faço um mapeamento de processos. Estruturar projetos em uma metodologia própria, para que eu possa fazer os PDCAs (método de gestão; sigla para “plan, do, check and adjust, ou seja, planejar, fazer, checar, ajustar) de forma correta. Uma outra linha que a gente tem é a questão da própria tecnologia. E aí não entra no projeto do Spia nem do Big Data, mas sim do que está funcionando hoje: quais são as dificuldades de acesso ao dado, de integração de dados. O que que eu preciso para fazer com que a tecnologia corresponda ao que os policiais na ponta, os comandantes, o secretário necessitam. Outro grande desafio é adequar as ferramentas a serem utilizadas na rua no dia a dia. O Spia fez muito sucesso por causa disso. Ele foi pensado por policiais, dentro do projeto tinha policiais desenvolvedores, e a gente tinha também colaborado muito com o pessoal da Cotic (Coordenadoria de Tecnologia da Informação e Comunicação, da SSPDS), que está aqui há 10 anos, conhece o metiê policial.

OP – Qual a maior necessidade da área da segurança?

Aloísio Lira – Temos necessidade de muitas coisas, dentro da área de tecnologia. Melhorar o atendimento e despacho, melhorar o modelo de integração de dados, melhorar modelos de apresentação de dados, para que o gestor tome uma decisão melhor. Para isso, nós desenvolvemos junto com a universidade o Crime Watch, que é um analisador de dados. A segurança pública, em seu aspecto mais macro, trata de pessoas. E trata, especialmente, de cultura. A nossa cultura é toda tecnológica hoje. Atualmente, todo mundo usa smartphone e tem acesso a tudo. Não posso pensar segurança pública como se pensava há 10, 15, 20 anos. Segurança pública hoje não se trata mais só de botar uma viatura para rodar e fazer policiamento em determinadas áreas. A gente precisa criar canais de comunicação que a gente possa analisar dados de forma mais robusta. Hoje, em alguns aspectos, nosso maior desafio não é nem a chegada do dado em si, mas como analisar esse dado. Aqui no Estado já tem excelentes ferramentas na área tecnológica. Tanto que esse ajuste tecnológico está sendo muito pontual, porque as ferramentas já existiam. Inclusive, o Ceará é modelo para outros estados. Então, o desafio é justamente customizar e entender o que quero saber para, então, desenvolver soluções em cima.

OP – E os desafios a partir de agora?

Aloísio Lira – Tem o aspecto da inovação. Para isso, a gente vem desenhando um estreitamento muito grande com a universidade, que já vem acontecendo há dois anos. Esse projeto, que começou no Ceará, eu coordeno junto com o secretário e um professor da universidade, agora vai tomar ares nacionais. Se a gente quer estar no ápice da inovação, não há como fazer isso sem a universidade estar junto com a gente. É lá em que eles estão lidando com tudo que é de ponta. Mas precisamos entender também um pouco de comportamento cultural, social, análises psicossociais, econômico-sociais. A gente entende que nós temos graves diferenças sociais no Brasil. Nós entendemos que nós temos alguns problemas de urbanização, que, em alguns locais, são catalisadores para o crime. Causam aspecto de desorganização social, que enfraquece a coesão social e a coerção social. Dentro de todo esse aspecto, nasce o crime. É muito amplo quando a gente fala em estratégia, porque falamos de coisas em curto, médio e longo prazo. Mas, nesse aspecto holístico, nós pretendemos estreitar com várias áreas. Pretendemos fazer rodas de debate, chamar pessoas para conversar. Conversar um pouquinho com a imprensa, pessoal da arquitetura, urbanismo, sociologia, estatística, matemática, ciência de dados. Esse estreitamento e essa união da sociedade com a gente é que vai conseguir apontar para a agente um melhor caminho para a gente conseguir consolidar essa estratégia que a gente já vem conseguindo há cerca de 22 meses reduzindo roubos e 12 meses reduzindo homicídios. São números sólidos, mas, o secretário gosta de falar isso, não estamos satisfeitos. Ainda tem muita gente morrendo, sendo vítima da violência. Mas, pelo menos, aponta uma tendência de que estamos no caminho certo.

OP – Qual a estrutura que a Supesp hoje dispõe?

Aloísio Lira – Hoje, nós temos 14 ou 15 cargos na superintendência. Houve uma troca natural na mudança de gestão. Nós recebemos todo o efetivo que já estava na Supesp. Estamos avaliando como vai ser a estrutura de funcionamento. É um pouco difícil dizer sobre como vai ser cada atribuição dentro da Supesp agora porque precisamos compreender um pouquinho as necessidades que vão ser pautadas. Eu costumo dizer que a Supesp não pode ser um fim em si mesmo. Ela trabalha em prol da secretaria e das vinculadas. Então, teoricamente, a Supesp não é para aparecer. A não ser que seja nesse aspecto da inovação, que é uma coisa que a gente incorpora. Mas tudo o que a gente inova é para atender alguém: é para atender a PM, a Polícia Civil, a Pefoce. Outro grande desafio é despertar dentro do meio policial interesse na pesquisa. A gente tem uma certa necessidade de formar policiais pesquisadores. Hoje, ele é soldado e amanhã já está uma função de comando. Quando a gente desperta esse interesse no policial, dele pesquisar, ele começa a compreender melhor essa constituição social, o papel dele dentro da sociedade, o papel dele como policial, quando é que ele tem que se abster de convicções pessoais para executar uma tarefa. Nós precisamos criar essa cultura dentro da polícia, para a polícia estudar. No Brasil, isso é muito incipiente. Do planejamento até a tomada de decisão, o principal personagem desse ciclo é o policial da ponta. É ele quem toma decisão. Então os pressupostos básicos, uma das diretrizes, é sempre focar no policial. Eu estou pensando em uma estratégia, eu preciso ouvir o policial na ponta. Eu preciso entender o que ele vai fazer para que essa estratégia nasça de uma maneira que ela vá ser um sucesso. Então, o policial é o pilar básico de qualquer estratégia de segurança Pública.

OP – O que o senhor observa de padrão, da forma como a criminalidade age aqui no Ceará?

Aloísio Lira – O que nós percebemos — e nós estamos pesquisando e colocando em estudos a serem publicados ainda este ano —, dentro do conceito de mobilidade do crime, nós classificamos duas formas básicas de crime. Não abrangem tudo, mas abrangem grande parte. São os crime de mobilidade e os crimes territoriais. Dentro do crime de mobilidade, foi iniciado um projeto que engloba o Spia, o motopoliciamento. E aí, por isso, vocês acompanharam o governador aumentar muito o Raio. E envolve uma doutrina de cerco virtual, que é muito bem desempenhada pela Ciops, que faz o acompanhamento em tempo real. Então, isso é uma quebra da mobilidade. O crime de roubo é um crime de oportunidade. Se você tem um local aqui na esquina em que está acontecendo muitos roubos e você bota uma viatura, muitas vezes, o cara não deixa de praticar o crime. Ele só migra para um outro local. Se a gente se preocupar mais com fechamento de área, trabalhar com aspecto de quadrante, muito parecido como Nova York trabalha, e a gente focar nas fugas, a gente consegue diminuir o crime. Então, isso foi uma constatação empírica, não muito técnica, até porque a gente não tinha dados para robustecer isso ainda. Então, nós fizemos essa propositura e foi adotada aqui no Ceará. E nós começamos a ter os resultados que nós chegamos agora.

OP – E os crimes territoriais?

Aloísio Lira – São crimes recorrentes, ao longo dos anos, são locais em que aquela mancha (criminal) persiste e a gente tem que atuar no território. Só que, pela quantidade de locais, fica muito difícil ter viaturas para rodar em todos os cantos. E, aí, nós percebemos um outro fator: que ali tem toda uma conjuntura, todo um ambiente criminógeno. Então nós temos que agir de certa forma para fazer um desmonte desse ambiente, em que a polícia é só um desses aspectos. A polícia não vai resolver. Eu posso botar muito policiamento lá e controlar, fazer o que a gente chama de proteção social, mas na hora que a polícia sai, aquilo tudo volta. Nesse aspecto, a gente precisaria de um trabalho conjunto. E, aí, o secretário desenhou um projeto nesse sentido em que chegávamos em determinadas áreas, instalava-se uma base da PM, colocava-se policiamento a pé fixo, fazia-se toda uma recuperação lá, — limpeza urbana, pintura de muros. Se vocês acompanharem o Instagram do secretário, vocês vão ver que estão sempre limpando muros. Porque isso remete àquela teoria ecológica, criminologia de ambiente, teoria das janelas partidas, que esse ambiente degradado favorece ao crime. O que a gente percebe, quando a gente visita pela primeira vez e depois acompanha, é que o bairro, a comunidade ganha uma outra cara. Ganha vida. As pessoas começam a ir para as ruas e essa convivência é o principal fator de prevenção de crime. A comunidade, estando na rua, ela está atenta. Chega um cara que faz uma ameaça, ela já faz uma denúncia anônima. Você cria uma parceria entre forças policiais e a comunidade. Então, um forte aspecto desse trabalho é isso: aproximar a comunidade da segurança Pública para que sejam parceiras.

OP – Quais são outras vertentes criminais?

Aloísio Lira – Nós temos uma vertente que é essa parte de gangues, de grupos. Você não pode falar em crime organizado porque não existe uma organização. Eu sei que às vezes a imprensa trata como se existisse uma organização mais específica, mas, por não ter um padrão, a gente não consegue estipular. Quando a gente tem realmente uma organização criminosa, você trabalha vários escalões, o que não é o caso aqui. Isso demanda um esforço muito específico, que é feito em cima de uma dissuasão focada. Aqui são pequenos grupos, em pequenos locais, que causam certa dor de cabeça. E a Polícia tem feito um trabalho muito forte e tem conseguido trabalhar em cima disso. Debelar esses ataques em janeiro foi feito dessa forma. A Polícia Civil trabalhou muito forte e foi fazendo as apreensões. “Ah, qual era a nossa dificuldade? Dinamite”. Foram lá fizeram investigação e apreenderam. Chefe que estava envolvido, prendia. Teve uma denúncia de fechar o comércio, prendia. Isso é uma doutrina mundialmente conhecida, desenvolvida em Boston, que é chamada de dissuasão focada. O que nós percebemos é que existe aquela gota de óleo dentro de um barril de água limpa. São um ou dois que no local contamina e nós passamos a fazer um trabalho em cima disso. Outro aspecto, que entram todos os outros crimes, que não seguem uma padronização macro. Nós temos os crimes passionais, alguns delitos de oportunidade, que é aspecto muito mais tratado pela Polícia Civil, que diz respeito mais de você ter metodologias de investigação, doutrinas de investigação mais específicas. Hoje aqui a gente, com a DHPP, já dá uma excelente resposta, com uma qualidade e uma padronização boa. (Delegacia de) Roubos e Furtos, nós temos uma excelente padronização, tanto que nós estamos batendo recorde de redução de roubo de cargas, de roubo de veículos. Então são alguns tipos muito específicos que é muito difícil você agrupar em uma visão.

OP – Quais os principais dados que a superintendência já coletou e que podem falar um pouco sobre esse padrão da criminalidade?

Aloísio Lira – Nós estamos fazendo agora todos esses estudos. Então, seria muito precipitado falar alguma coisa nesse momento, porque existem várias padronizações nacionais e internacionais de como acompanhar certos indicadores. Então, a mídia tem uma demanda, que é atendida de uma forma, que é esse dado mensal, mas quando a gente fala de estratégia, a gente tem que falar de tendências. Uma coisa é ter um índice que tá piorando, mas eu estou implementando uma estratégia que, a longo prazo, vai começar a fazer uma redução, porque eu estou fazendo um projeto bem desenhado. Outra coisa é ter um índice que está caindo, mas já está chegando no meu limite de resposta. Eu já tenho que startar alguma coisa para saber se quando chegar no meu limite eu já tenho um plano de sequência. Quando a gente fala de estratégia, é muito difícil a gente passar dados. Pegar um mês: um mês não me diz nada. Eu tenho que pegar tendências. Quando a gente fala de 22 meses de redução de roubos é porque eu tenho uma tendência. Pode ser que em um mês, em relação ao anterior, tenha aumentado um pouco ou diminuído, mas, do início ao fim, eu estou uma redução. Eu posso, com essa gama de dados, dar algum padrão.

OP – Que outras publicações já é possível divulgar que a Supesp já fez?

Aloísio Lira – Eu não posso passar agora quais são as publicações. Nós estamos fazendo alguns mapeamentos. Depois, à medida em que forem surgindo as necessidades, nós vamos fazer as publicações. A gente tem que priorizar as demandas que vão vindo. Vamos supor: eu comecei a ter um problema de roubo de cargas. Então eu tenho que estudar especificamente essa área e, provavelmente, essa área vai ter uma publicação primeiro que outras áreas. Diferente de institutos de pesquisas, o nosso prazo é muito curto. Às vezes, eu posso pegar um órgão de pesquisa e passar um ano montando uma publicação. Aqui, nós não teremos esse tempo todo porque toda publicação tem que desaguar em uma ação. Se eu fizer uma pesquisa e não virar ação, eu estou desfocando a minha mão de obra que poderia estar resolvendo um problema. Quando a gente tiver bem definido o plano estratégico, aí a gente vai ter todo esse aspecto das publicações que vão sair. A gente pretende debater um pouco (antes de publicar), chamar para algum tipo de mesa redonda para ouvir outras pessoas, ouvir a sociedade, para então, publicar. Às vezes a gente precisa ouvir a mídia. Exemplo: eu costumo dizer que, dentro do aspecto da segurança pública, existe o que a gente chama de legitimação do poder. David H. Bayley, que é o maior estudioso hoje de polícia no mundo, acho, fala que a manutenção da ordem é a função principal do Estado. Não só a ordem é a função do Estado, mas a capacidade de manutenção da ordem serve de indicador para saber se existe Estado ou não. Ou seja, esse aspecto da legitimação do Estado, através da legitimação do poder passa muito pela imprensa, da Imprensa entender o que a gente está fazendo, informar corretamente a população. Então a gente vai ter um trabalho, eu posso até chamar de parceria, muito grande. Esse é um dos aspectos que a gente sempre pautou: a gente precisa se comunicar com a população. Qual a melhor maneira de se comunicar? Isso muda de dois em dois anos. Então, nada melhor do que vocês ajudarem a gente a compreender a como se comunicar com quem a gente precisa. E é nessa comunicação que nasce a confiança. Eu diria que uma das prioridades da Supesp é como se comunicar para que a população entenda o que a gente está fazendo, para que entenda todo o caráter científico, técnico do que está sendo feito no Ceará. A gente quer que o cidadão entenda, procure a gente, se comunique, ligue no 190, no 181. Quanto mais a população participa, dá informação, mais a gente consegue estratificar e melhorar a qualidade do nosso trabalho.

 

VENTILAÇÕES

PERFIL

Aloísio Vieira Lira Neto é policial rodoviário federal desde 2005 e um dos idealizadores de estratégias voltadas ao combate à mobilidade do crime. É graduado em Gestão de Segurança Pública, pela Universidade do Sul de Santa Catarina; graduando em Direito, pela Faculdade Integrada do Ceará, e, atualmente, está concluindo o curso de especialização em Gestão Integrada da Segurança Pública, pela Universidade do Sul de Santa Catarina. Antes de ser superintendente da Supesp, Aloísio Lira atuava como coordenador substituto do Escritório Regional de Gestão Estratégica da Polícia Rodoviária Federal no Ceará.

SPIA

O Sistema Policial Indicativo de Abordagem (Spia) foi criado no Ceará a partir de uma parceria entre a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Universidade Federal do Ceará (UFC).

SUPESP

A Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp) foi criada pela Lei nº 16.562, de 22 de maio de 2018, com o objetivo de realizar estudos para subsidiar a elaboração, acompanhamento e avaliação das políticas públicas de prevenção à violência e contribuir na formulação de estratégias para a segurança pública e para o Pacto por um Ceara Pacifico. Além de produzir, analisar e disponibilizar estatísticas e informações relacionadas à Segurança Pública do Estado.

Fonte: O POVO Online