Eduardo Girão e Mayra Pinheiro são lançados ao Senado pela oposição

A candidatura de Mayra Pinheiro ao Senado foi oficializada ontem Foto Evilázio Bezerra

A convenção da oposição oficializou ontem os nomes do empresário Eduardo Girão (Pros) e da médica Mayra Pinheiro (PSDB) para o Senado na chapa do candidato a governador general Guilherme Theophilo (PSDB). Na chapa proporcional, o Pros decidiu disputar como chapa pura e o PSDB ainda conversa com outros partidos.

 O discurso de renovação deu o tom dos pronunciamentos dos candidatos aos simpatizantes que estiveram presentes no ginásio do colégio Ari de Sá no Centro de Fortaleza para a convenção.

Ex-presidente do Sindicato dos Médicos, Mayra, agora, tenta aplicar um discurso que vai além da saúde. A candidata defendeu que o Ceará precisa de um representante no Senado para discutir reformas, presidencialismo, realizar mudanças estruturais no País, fiscalizar os gastos públicos “em um país dominado pela corrupção” e “fazer valer as reformas” necessárias para o desenvolvimento da economia.

“Nós somos o que de fato existe de novo. Nós somos a proposta da renovação política, de pessoas que venham da sociedade e queiram dialogar com ela, trazendo novas pautas, ouvindo as pessoas. A gente não é de família política, não faz carreirismo político. A gente quer servir na política como missão”, declarou a jornalistas.

Se colocando como o candidato “da família”, Eduardo Girão disse que a disputa eleitoral, que deverá se dar contra Cid Gomes (PDT) e Eunício Oliveira (MDB), será “Davi contra Golias” e que a estratégia para vencer a eleição é “fazer um trabalho com a pedra da verdade para derrubar esse gigante, com a pedra da honestidade”.

O empresário adiantou que a pauta que defenderá no Senado será a favor da família que “tem sido ameaçada” e “agredida” nos últimos anos com projetos que visam a erotização das crianças, a liberação das drogas e os jogos de azar. O candidato defendeu ainda o fim dos privilégios para a classe política e Poder Judiciário.

Girão disse ainda que “não foi fácil juntar dois contra 24″, em referência à coligação majoritária na eleição de outubro. O empresário, no entanto, apontou como estratégia percorrer o Estado do Ceará fazendo uma reflexão com as pessoas. “A primeira pergunta que todas as pessoas fazem é como é que todo mundo vai comer nessa mesma panela”, disse criticando as indicações partidárias da ampla aliança governista.

Mayra e Girão criticaram ainda a chapa opositora apontando supostas irregularidades cometidas por integrantes da chapa aliada do governador Camilo Santana (PT). “Ninguém (na nossa chapa) está envolvido na Lava Jato, com compra de votos, renúncia fiscal de impostos que foram transformados em propina”, alfinetou o ex-presidente do Fortaleza Esporte Clube.

Horas depois da convenção, o pré-candidato ao Senado da chapa informal do governador, Eunício Oliveira (MDB), lançou uma nota nas redes sociais argumentando que não é ficha suja e que não responde a qualquer acusação formal.

“O senador Eunício Oliveira, pré-candidato do MDB, não responde a nenhum processo jurídico e está apto a concorrer à reeleição para mandato no Senado. Um total de seis certidões negativas obtidas junto a órgãos da Justiça confirmam nada constar contra o parlamentar quanto a pendências no âmbito do Poder Judiciário”, diz o texto publicado no Facebook. O parlamentar, no entanto, é investigado no Supremo Tribunal Federal na Operação Lava Jato.

SAIA-JUSTA

O cerimonialista do evento convidou um dos candidatos do grupo para falar no palco. Em um equívoco, informou que o nome que subia ao palanque era filiado ao PR. Rapidamente corrigiu anunciando que era do Pros. PR, até poucos meses, era liderado por Capitão Wagner. Hoje integra um dos 24 partidos da base de Camilo Santana (PT).

Fonte: O POVO Online