Empresários são presos por venda de mercadorias roubadas no Centro de Fortaleza

Operação conjunta entre Polícia Militar e Polícia Civil resultou na prisão de três suspeitos envolvidos em comércio ilegal de mercadorias roubadas. Dois deles são empresários que atuavam no Centro de Fortaleza. Manoel Nelson Rabelo Júnior e José Elmas de Queiroz responderão por receptação qualificada, uma vez que revendiam mercadorias roubadas. Já Francisco Wellington Alcantara Pereira atuava como mentor dos roubos de carga, executor dos assaltos, além de vendedor dos produtos roubados. Ele já responde por outros crimes de receptação e de estelionato. As prisões anunciadas em entrevista coletiva nesta terça-feira, 10, foram realizadas nessa segunda, 9.
O 1º tenente da Polícia Militar, Matheus Orbañanos, diz que a denúncia – que resultou na prisão de Pereira – partiu de um popular, que considerou suspeito o descarregamento de uma carga de café em um caminhão pelos criminosos – o produto foi roubado no último dia 2. Conforme o PM, a cena foi presenciada pelo denunciante nas proximidades do Mercantil Assaí, na rua Rúbia Sampaio, no bairro Farias Brito.
A partir disso, o denunciante ligou para a Polícia Militar, que acionou o Força Tática. No local, a equipe constatou nervosismo dos indivíduos que estavam descarregando. Um deles, inclusive, tentou fugir em direção ao mercantil. Conforme o tenente, os homens não conseguiam explicar o que faziam.
Depois da prisão de Pereira, a Polícia Civil identificou o local onde a carga era escondida, um galpão no Parque Potira, em Caucaia. No lugar, foram encontradas cargas de café, produtos da Nestlé, rações, amido de milho e produtos eletrônicos. Conforme o delegado titular da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos e Cargas (DRFVC), Diego Barreto, as mercadorias totalizam aproximadamente R$ 220 mil.
A mesma prisão colocou a investigação no caminho dos empresários que atuavam no Centro. Valor abaixo do preço praticado no mercado e ausência de nota fiscal, diz o delegado, foram os indícios da origem ilicita da mercadoria.
Trabalho conjunto
O 1º tenente destacou o trabalho conjunto entre a PM e a Polícia Civil para o bom resultado da operação. “De fato, a Polícia Militar e a Polícia Civil estão trabalhando juntas e coordenadas. Então, por causa da denúncia de um cidadão, a gente teve todo esse resultado, tão significativo e tão importante para a sociedade”.
Fonte: O POVO Online