Empresas chinesas retomam atividade no epicentro do coronavírus

As empresas de Wuhan, cidade chinesa onde o novo coronavírus surgiu, foram autorizadas nesta quarta-feira, 11, a retomar suas atividades, um novo sinal da progressiva normalização no epicentro da epidemia.

Na terça-feira, 10, o presidente Xi Jinping visitou esta cidade de 11 milhões de habitantes. Desde 23 de janeiro, é proibido entrar e sair desta localidade para impedir a propagação da doença.

Na província de Hubei, da qual Wuhan é a capital, muitas cidades também foram confinadas. A medida paralisou a atividade econômica local e as muitas fábricas dessa região industrial.

Agora, as autoridades decidiram tornar as medidas de quarentena mais flexíveis, uma vez que o número diário de novos casos caiu drasticamente. O cenário atual levou Xi Jinping a dizer que a epidemia está “praticamente contida”.

Ontem, alguns habitantes da província foram autorizados a se deslocar, se cumprissem determinadas condições.

Também nesta quarta, o governo de Hubei anunciou que as empresas de Wuhan que produzem bens e serviços de primeira necessidade para a população e para os hospitais poderão voltar ao trabalho.

As empresas de outros setores não serão autorizadas a retomar suas atividades até 21 de março, informou o governo da província.

A única exceção é para as empresas que têm “grande importância na cadeia produtiva nacional e global”, as quais podem retornar ao trabalho, assim que obtiverem uma autorização.

Wuhan é uma cidade industrial onde grupos internacionais estão instalados, principalmente no setor automobilístico.

O grupo PSA francês possui três fábricas, e a Renault, um centro de produção e um centro de pesquisa e desenvolvimento com seu parceiro local, a Dongfeng.

Em um comunicado, a japonesa Honda disse que “alguns funcionários” voltaram para suas fábricas e que “a produção de um pequeno número de veículos” foi retomada nesta quarta-feira.

As mesmas regras se aplicam agora a áreas consideradas de “alto risco” na província de Hubei, onde empresas relacionadas à prevenção da epidemia, bens essenciais e serviços públicos podem voltar ao trabalho.

Nas outras áreas da província consideradas de “risco moderado, ou fraco”, há mais empresas autorizadas a retomar suas atividades.

Já o transporte de passageiros por avião, trem, carro, barco e ônibus será “retomado progressivamente” em áreas pouco afetadas, afirmou o governo de Hubei.

Ontem, as autoridades da província já haviam anunciado a suspensão parcial de restrições para o deslocamento dos habitantes, que até agora não podiam deixar suas localidades.

À exceção de Wuhan, a maioria dos moradores agora pode se deslocar dentro de Hubei, desde que estejam saudáveis e não entrem em contato com um paciente confirmado, ou suspeito de contágio.

Esta província concentra a maioria dos casos (84%) e óbitos (96%) causados pelo novo coronavírus na China. O coronavírus contaminou mais de 81.000 pessoas em todo país, deixando mais de 3.100 mortos.

FONTE: O POVO ONLINE