Falta de água afetará 5 bilhões de pessoas até 2050, diz ONU

A falta de água pode afetar 5 bilhões de pessoas até 2050, segundo um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) que será apresentado no 8º Fórum Mundial da Água, em Brasília.
A estimativa a ONU alerta que, pelo menos durante um mês do ano, 5 bilhões de pessoas ficarão sem água até 2015, o que corresponde à metade da população mundial estimada para a data.
(Foto: Ansa)
A falta de água será causada pelas mudanças climáticas e pelo aumento da demanda. Os dados foram divulgados hoje, por ocasião do Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março.
A capital brasileira, Brasília, recebe desde ontem o 8º Fórum Mundial da Água. Pela primeira vez, o Hemisfério Sul recebe o evento, com especialistas e chefes de Estado. O governo do Distrito Federal espera receber 40 mil pessoas para o evento mundial, que tem como tema “Compartilhando Água”.
“Será um momento histórico para Brasília, porque vamos reunir em torno de 7 mil estrangeiros, os maiores especialistas no tema água do mundo, vários chefes de Estado e o secretário-geral da ONU “, disse o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg. O evento acontece meses após a capital viver sua pior crise hídrica.
A Fundação Amazonas Sustentável (FAS) também apresentará algumas soluções encontradas para o acesso à água na Amazônia, entre elas experiências na distribuição e purificação de água em 16 Unidades de Conservação (UC).
Durante os seis dias de Fórum, outros pontos estão em debate, a apresentação de uma tecnologia utilizada para converter água contaminada em água potável. A utilização de um equipamento desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), com a função de desinfetar a água com raios ultravioleta.
Programação: No Fórum Mundial acontecerão sete eventos voltados À gestão dos recursos hídricos, avanços e desafios para o saneamento em algumas áreas, em parceria com o Fundo Amazônia/BNDES.
O evento, conta com várias atividades gratuitas, debates, diálogos, exposições, ações culturais e educativas.

Foto: Ansa – O POVO Online