Fortaleza reduz 40% das mortes no trânsito em 4 anos

Faixa elevada para travessia de pedestres na avenida Alberto Nepomuceno está entre as medidas adotadas para segurança viária

A quantidade de mortes no trânsito de Fortaleza vem em queda desde 2014, quando a Capital aderiu ao programa Iniciativa Bloomberg de Segurança Viária Global. Em 2018, foram 226 vítimas fatais do tráfego, 30 a menos que o ano anterior, uma redução de 12%.

Se considerada a série desde 2014, quando 377 pessoas perderam a vida por acidentes e atropelamentos em Fortaleza, a redução é de 40%, frente ao ano passado.

Os números foram apresentados na manhã de ontem, 9, no Paço Municipal, como parte da Semana da Segurança Viária, ação da Prefeitura de Fortaleza e Organização das Nações Unidas (ONU). A campanha compõe o Maio Amarelo, movimento internacional que busca chamar atenção para a urgência da temática da segurança no trânsito em todo o Planeta.

Do total de vítimas no ano passado, 45,6% foi de motociclistas, 39,8% de pedestres, 10,2% de ciclistas e 4,4% de ocupantes de veículos. “Fortaleza tem feito um esforço enorme, com vários atores atuando na prevenção e esperando reduzir ainda mais”, informa o prefeito em exercício, Moroni Torgan.

A meta é de que a Capital atinja, até 2020, 50% de redução em número de mortes de trânsito, comparando com 2014. O ano foi aquele em que a Capital foi escolhida, junto a outras nove cidades em todo o Mundo, para participar da Iniciativa Global Road Safety, desenvolvida pela Bloomberg Filantropia, instituição de Nova York (Estados Unidos). A organização elegeu dez municípios em todo o Planeta para realizar ações que contribuam com a redução no número de mortes no trânsito. Duas cidades do País foram contempladas com a ação: São Paulo e Fortaleza.

O programa estimulou a construção de faixas de pedestres elevadas, criação de áreas de trânsito calmo, redução da velocidade em corredores de maiores riscos de mortes, mudança da engenharia em locais mais críticos e fortalecimento da fiscalização. Segundo Dante Rosado, coordenador-executivo da Iniciativa Bloomberg em Fortaleza, o foco de toda a proposta está em algo simples, mas que faz toda a diferença na redução do número de acidentes: a prevenção. “Já começamos a reduzir, mas esperamos diminuir ainda mais esses números e o foco dado é a prevenção. Somos uma das poucas cidades do Mundo que está próxima de atingir a meta da ONU, de redução em 50% dos acidentes e temos que considerar que isso não é fácil”, aponta ele.

Na nova etapa, agentes de endemias serão treinados para estar nos principais cruzamentos de Fortaleza, realizando ações de conscientização. O primeiro eixo de ação é a redução da reincidência. Para isso, segundo Arcelino Lima, superintendente da Autarquia Municipal de Trânsito de Fortaleza, guardas municipais e policiais federais deverão realizar palestras no principal hospital de atendimento de acidentados do trânsito, o Instituto José Frota. O objetivo é alertar os pacientes sobre a importância de uma direção defensiva, o uso de capacete e os perigos de aliar álcool e direção.

Alguns locais da Capital terão a velocidade permitida reduzida, como no Benfica. No bairro, o pedestre também terá uma área ampliada, com a calçada expandida. A área de trânsito calmo também deverá chegar a outros pontos da Cidade.

Fonte: O POVO Online