Guaidó não descarta que assembleia aprove ação militar na Venezuela

Venezuelan opposition leader and self-proclaimed acting president Juan Guaido gestures during a gathering with supporters after members of the Bolivarian National Guard joined his campaign to oust President Nicolas Maduro and clashed with soldiers loyals to the government, in Caracas on April 30, 2019. - Guaido said there is 'no turning back' in the bid to oust Maduro. (Photo by Federico PARRA / AFP)

O presidente interino da Venezuela designado pelo parlamento, Juan Guaidó, afirmou que a Assembleia Nacional do país “provavelmente” estudaria a possibilidade de uma intervenção militar norte-americana em seu país e que, “em caso de necessidade”, chegaria a aprová-la.

“Querido amigo, embaixador John Bolton, obrigado por toda a ajuda que tem prestado a essa justa causa. Obrigado pela opção. Vamos avaliá-la e provavelmente a assembleia a tenha em conta para resolver essa crise. Em caso de necessidade, talvez a aprovemos”, respondeu o líder oposicionista ao ser perguntado pelo jornal The Washington Post se aceitaria uma intervenção militar norte-americana na Venezuela.

O presidente da Assembleia Nacional, sob controle da oposição antichavista, afirmou que essa seria sua resposta se Bolton, assessor de Segurança Nacional da Casa Branca e uma das vozes mais duras com o governo de Nicolás Maduro, pusesse a sua disposição tropas norte-americanas.

Embora os Estados Unidos sejam favoráveis a dar espaço a uma possível transição pacífica, o chefe interino do Pentágono, Patrick Shanahan, assegurou na última sexta-feira (3), depois de reunir-se com Bolton, que “todas as opções estão sobre a mesa”.

Durante a entrevista, Guaidó, que foi reconhecido por mais de 50 países como presidente interino da Venezuela, qualificou de “grande notícia” o fato de que o Departamento de Defesa norte-americano analise todas as possibilidades e não descarte nenhum cenário.

“É uma grande notícia para a Venezuela porque nós estamos avaliando todas as opções. É bom saber que aliados importantes, como os Estados Unidos, estão analisando também todas as opções. Isso nos dá a possibilidade de saber que, se precisarmos de cooperação, podemos ter”, indicou.

O político, de 35 anos, encabeçou na última terça-feira (30), um levante em Caracas que perdeu força com o passar dos dias. “Talvez porque ainda precisemos de mais soldados e de mais funcionários do regime que desejem apoiar [o levante], que respaldem a Constituição. Creio que as variáveis são óbvias chegadas a esse ponto”, concluiu.

*Com informações da Télam, agência pública de notícias da Argentina

Fonte: O POVO Online