Há preocupação com migração do crime do Rio para outros estados

RAUL JUNGMANN, ministro da Defesa, disse que

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, reconheceu que “há uma preocupação” no governo com a possibilidade de “migração do crime”, após a intervenção federal decretada no Rio de Janeiro. Ele considera que isso “acontece sempre que as forças de segurança agem com mais rigor” em uma determinada região.

As declarações foram dadas na saída da reunião do Conselho Militar de Defesa, que contou com a participação do presidente Michel Temer e dos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Temer limitou-se a dizer que na reunião foi feita uma “exposição sistêmica de tudo aquilo que as Forças Armadas fazem”.

Segundo Jungmann, a reunião, também ontem, entre o ministro da Justiça, Torquato Jardim, e os secretários de segurança do Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo foi fundamental para discutir como barrar o deslocamento das quadrilhas para os demais estados. Nesse encontro foi definido um protocolo de cooperação para consentir que as polícias rodoviárias desses estados possam abordar veículos em rodovias federais que conectam ao Rio de Janeiro. E afirmou que as autoridades não sabem “em que extensão a intervenção trará consequência para outros estados”.

Raul Jungmann afirmou ainda que o novo Ministério da Segurança Pública, a ser criado pelo presidente Michel Temer, irá facilitar a integração do combate ao crime no País. “O ministério vai vir e deverá aglutinar todos os órgãos federais na área de segurança e os fundos que dizem respeito a isso”. Na semana que vem, conforme o ministro da Defesa, o Comandante Militar do Leste, general Walter Braga Netto, deverá anunciar um plano de operação da intervenção. Jungmann não deu, no entanto, nenhum detalhe sobre o planejamento.

Ele afirmou que não há definição sobre recursos que serão repassados para o Rio de Janeiro por conta da intervenção. Ele citou que, para 2018, para as ações de Garantia da Lei e da Ordem, pela primeira vez, foi incluído no orçamento verba de R$ 100 milhões para ser empregada ao longo do ano.

Estes recursos, no entanto, ainda não começaram a ser usados.

Ao ser indagado se seria possível recuperar a estrutura policial do Rio de Janeiro, que estaria sucateada por falta de recursos, o ministro da Defesa rebateu a tese dizendo que “eles têm dinheiro no orçamento”.

(Agência Estado)