Helicóptero usado na morte de Gegê e Paca encontrado abandonado em SP

POLICIAIS DO DEIC acharam o helicóptero numa mata em Fernandópolis-SP DIVULGAÇÃO/DEIC SÃO PAULO

O helicóptero utilizado no Ceará na cena das execuções dos criminosos Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Sousa, o Paca, foi encontrado em São Paulo. A informação foi confirmada ao O POVO pela assessoria de imprensa do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) paulista.

Gegê e Paca, chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC), eram foragidos e foram mortos no último dia 15 de fevereiro em uma área indígena no município de Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza.

O promotor Lincoln Gakyia, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Presidente Venceslau-SP, acredita em acerto de contas dentro da própria facção.

O helicóptero foi abandonado numa mata em Fernandópolis, município que fica a 567 quilômetros da capital paulista. Segundo a assessoria de imprensa do Deic, nenhum objeto foi encontrado no interior da aeronave, que, depois de periciada preliminarmente, seguiu para o hangar do Serviço Aeronáutico da Polícia Civil.

As investigações entre Ceará e São Paulo indicam que o helicóptero pertence a Felipe Ramos Morais. Ele teria sido o piloto que transportou, no mesmo voo de Gegê e Paca, Wagner Ferreira da Silva, o Waguinho ou Cabelo Duro, apontado como responsável pelo duplo homicídio no litoral cearense. Oito dias após, supostamente, participar das execuções, Waguinho foi emboscado e morto, a tiros de fuzil, no Jardim Anália Franco, na zona leste de São Paulo. De acordo com o Deic, ele controlava o tráfico de drogas na Baixada Santista. Sua morte seria um efeito colateral do “trabalho” realizado no Ceará. O Deic também apreendeu, numa marina no Guarujá, litoral de São Paulo, duas embarcações que também pertenceriam a Felipe Morais — as lanchas “Sem Futuro” e “Só Emoções”. Morais também teve revistado pela Polícia Civil de São Paulo um apartamento, vazio, localizado no 4º andar do edifício Solaris, também no Guarujá. Esse é o mesmo prédio do triplex da Operação Lava Jato, cuja propriedade é atribuída ao ex-presidente Lula.

No último dia 23 de fevereiro, Felipe Morais e mais cinco pessoas tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça cearense.

Fonte: O POVO Online