Hospitais ampliam horários e reforçam equipes em época de viroses

Pronto-atendimento Mário Barreto, recém-inaugurado, funcionaria até 19 horas. Demanda fez com que horário seja ampliado para 22 horas

Com a quadra chuvosa, as viroses sazonais aumentam a demanda por atendimentos na rede hospitalar. Na rede pública de Fortaleza e também em unidades privadas, hospitais passam a atender em horário estendido ou com um número de profissionais superior ao normal.

Alguns dos hospitais pertencentes à rede Hapvida estão enfrentando essas mudanças. O Pronto Atendimento Mário Barreto, inaugurado recentemente no bairro Cambeba, inicialmente funcionaria até às 19 horas, mas estendeu o horário até 22 horas. Outras unidades, que funcionam 24 horas, como o Hospital Luís de França e o Antônio Prudente, tiveram um aumento do número de profissionais plantonistas que realizam o atendimento.

O pediatra Jonatas Loureiro afirmou que esse acréscimo foi iniciado a partir da demanda criada. “Logo no começo da virose, tivemos aumento da espera muito grande. Agora, já conseguimos reduzir consideravelmente com as medidas tomadas”, ressaltou.

Nos hospitais da Unimed, o número de profissionais é regulado pela demanda, que passa por acompanhamento diário. O diretor clínico Jurandir Vieira explica que, após três dias com atendimento superior ao normal, as unidades ligam o programa de sazonalidade. Inicialmente, há aumento da equipe de enfermagem. Com esse número se repetindo, a quantidade de médicos também é reforçada.

Com a incidência de doenças sazonais, os meses entre fevereiro e abril têm, historicamente, maior demanda em relação ao resto do ano na Unimed. Em abril, o acréscimo costuma ser quase um terço do número regular de atendimentos. Em fevereiro e março, esse adição fica em torno de 20%. Segundo Jurandir, a equipe dos hospitais acompanha o crescimento da demanda em meses mais críticos.

Rede pública

De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa), os seis hospitais estaduais que possuem emergência 24 horas passam por um plano de contingência para esse período de doenças sazonais, com “reforço nos protocolos de assistência e segurança à saúde dos pacientes”.

A Sesa considera que há aumento na demanda no primeiro semestre por conta das doenças como gripes, infecções gastrointestinais e respiratórias, além das arboviroses, como zika, dengue e chikungunya. Nos primeiros dois meses de 2019, os atendimentos subiram 10,35% em relação ao mesmo período do ano anterior na emergência dos seis hospitais.

Já nas seis Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) administradas pelo Estado (Autran Nunes, Canindezinho, Conjunto Ceará, José Walter, Messejana e Praia do Futuro), o número de atendimentos teve uma pequena queda, de 3,6%, em relação ao mesmo período.

O POVO Online contatou a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), mas não recebeu uma posição oficial até a publicação dessa matéria.

Fonte: O POVO Online