Incêndio obriga milhares a abandonar casas na Califórnia

Veículo destruído pelas chamas em Redding, na Califórnia

Dois bombeiros morrem no combate às chamas no norte do estado americano. Autoridades preveem que fogo, que começou no início da semana, ainda deve durar vários dias.Duas pessoas morreram, nove estão desaparecidas e dezenas de edifícios foram destruídos por um incêndio que continua a avançar de forma descontrolada no norte da Califórnia, afirmaram autoridades nesta sexta-feira (28/07).

Pelo menos 37 mil pessoas deixaram suas residências na sexta-feira em Redding, no norte do estado americano, onde as chamas destruíram no mínimo 500 edifícios. O vilarejo de Keswick foi completo destruído.

Segundo as autoridades locais, dois bombeiros morreram durante o combate ao incêndio.

O porta-voz da agência responsável pelo combate a incêndios florestais, Scott McLean, disse que o fogo começou no início desta semana e se move rapidamente, destruindo tudo pelo caminho.

O incêndio, que se estende por uma área de 20 mil hectares (mais do que a cidade de San Francisco), triplicou em tamanho nesta quinta-feira, dia em que se registraram altas temperaturas, baixa umidade e ventos fortes.



Cerca de 3.400 bombeiros combatem as chamas, utilizando para isso também helicópteros e aeronaves, mas a expectativa é que as chamas continuem a arder até a semana que vem. “Este fogo está longe do fim”, afirmou uma autoridade.

O governador da Califórnia, Jerry Brown, decretou estado de emergência. Na quarta-feira, as autoridades ordenaram a evacuação de Idyllwild, onde vivem 12 mil pessoas, devido a um incêndio que se acredita criminoso.

Os Estados Unidos registraram vários incêndios este ano, que já destruíram 1,6 milhão de hectares. Isso é muito mais do que a média para o período dos últimos dez anos, mas abaixo do registrado em 2017, quando 2,1 milhões de hectares arderam no país.

As temperaturas muito altas e os ventos fortes dificultam o combate às chamas. A Califórnia, na costa oeste do país, registrou temperaturas recorde para esta época do ano.

Incêndios ocorrem com frequência no verão europeu e norte-americano, mas cientistas afirmaram que as mudanças climáticas estão piorando a situação.

Temperaturas elevadas e tempo seco também causaram incêndios na Suécia, em Portugal e na Grécia, onde ao menos 88 pessoas morreram. Na região de Leiria, os piores incêndios florestais da história de Portugal mataram 64 pessoas em junho. As chamas arderam por cinco dias, em meio a uma onda de calor.

AS/lusa/rtr/afp

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