Justiça manda prender outro investigado por Chacina do Benfica

BARES do Benfica que ficam em frente a praça onde três pessoas foram mortas  JÚLIO CEASAR

A juíza de 2ª Vara de Execução Penal de Fortaleza, Luciana Teixeira de Souza, expediu nesta quarta-feira, 13, novo mandado de prisão contra Francisco Elisson Chaves de Souza, um dos investigados por suposta participação na Chacina do Benfica.

A ordem, no entanto, não diz respeito aos ataques ocorridos na madrugada da última sexta-feira, 9, mas a outro processo, por assalto a mão armada, no qual Elisson responde desde 2016. Condenado na época a sete anos, dois meses e dezoito dias de prisão, ele conseguiu benefício da pena alternativa de prisão domiciliar em 22 de março de 2017. Para conceder o relaxamento da pena, o Judiciário levou em consideração a superlotação de presídios do Estado e “perfil que não indica extrema periculosidade” de Elisson. Em 18 de outubro do ano passado, no entanto, ele rompeu a tornozeleira eletrônica que o monitorava na pena alternativa e deixou de responder a convocações da Justiça.

Em novembro do ano passado, foi decretada a regressão da pena do acusado para o regime fechado. Um agente de Justiça chegou a visitar três vezes o endereço fornecido por Elisson, mas não conseguiu localizá-lo. Na tarde de ontem, dias após o nome do acusado surgir entre os suspeitos da Chacina do Benfica, novo mandado de prisão foi expedido contra ele.

No fim de semana, a Polícia Civil identificou Elisson como uma das três pessoas que aparecem, em imagens captadas por fotossensores, em um dos veículos utilizados na chacina. Além dele, também foram apontados como suspeitos Stefferson Mateus Rodrigues Fernandes e Douglas Matias da Silva, este último preso em flagrante na noite de sábado, 10.

Em depoimento à Polícia, Douglas disse conhecer os outros acusados “apenas de vista”, versão que foi contestada pelas imagens dos fotossensores e por depoimento de sua própria namorada, que confirmou a amizade entre eles. A partir das informações, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva de Francisco Elisson e Stefferson Mateus.

Situação de Elisson é ainda semelhante à de Douglas Matias da Silva. Com antecedentes por outro homicídio e um caso de roubo, o acusado preso tinha também um mandado de prisão aberto contra ele. Foragido da Justiça, Douglas é acusado em um homicídio ocorrido na própria praça da Gentilândia, em 5 de agosto do ano passado.

CARLOS MAZZA – O POVO Online