Libaneses que vivem no Brasil organizam ajuda

As explosões em um depósito de nitrato de amônia no porto de Beirute, no Líbano, que deixaram bairros em destroços, comoveram o mundo inteiro. A Embaixada do Líbano no Brasil, que esteve à frente de ações pedindo doações de suprimentos médicos e equipamentos no enfrentamento à Covid-19, agora solicita ajuda para o atendimento às vítimas da explosão e para a reconstrução da área atingida.No comunicado que está no site constam: suprimentos cirúrgicos e hospitalares, itens alimentícios (tais como trigo, farinha, grãos e comidas enlatadas de todos os tipos), materiais de construção e instalações e equipamentos necessários para reconstruir e equipar o porto de Beirute.Junto com a iniciativa da embaixada, pelo menos três entidades decidiram se unir em uma campanha para arrecadar recursos financeiros, que serão usados para adquirir itens necessários, que, posteriormente, serão enviados ao Líbano.LEIA MAIS – Pesquisadores da UFC querem enviar peles de tilápia para tratar vítimas da explosão em Beirute
A Associação Médica Líbano Brasileira (AMLB) divulgou uma conta bancária na quarta-feira. “Estamos em contato também com diversas entidades, entre elas a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira (CCAB) e a Câmara de Comércio Brasil-Líbano (CCBL). Conversando para saber como será feita toda a logística. Muitas lideranças libanesas e entidades hospitalares também demonstraram interesse em nos ajudar”, afirma Robert Sami Nemer, presidente da AMLB.Em um primeiro momento, será feita uma ação emergencial para a aquisição e envio dos itens o quanto antes. “Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) com capacidade para 22 toneladas fará o transporte nos próximos dias. Já estamos conversando com o governo brasileiro sobre a viabilidade.” Procurado pelo Estadão, o Ministério da Defesa não comentou o assunto.”É muito triste e chocante essa situação que se soma aos transtornos já enfrentados por causa da crise financeira e da pandemia, já que a tragédia pode impactar no número de infectados”, diz Rubens Hannun, presidente da CCAB.As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Até 2021, a equipe do projeto Pele de Tilápia deve produzir 2 mil unidades de peles, que irão compor um estoque do material, a ser utilizado em situações de tragédias no Brasil e no mundo

FONTE: O POVO ONLINE