Locadoras de veículos querem ser incluídas nas atividades essenciais

As locadoras de veículos não estão no bojo das atividades essenciais elencadas pelos decretos estadual e municipal. Com isso, o segmento não está operando na Capital. Entretanto, a categoria busca autorização do Governo do Ceará para ter o aval de funcionamento. Por enquanto, apenas recebem os veículos e mantêm aluguel para os setores permitidos.

A devolução dos carros foi observada, principalmente, por parte dos motoristas de aplicativos. Logo em abril, cerca de 90% dos automóveis foram devolvidos. Além disso, a maioria das empresas que utilizavam carros de locadoras também optaram pela entrega, visto que muitos dos funcionários estão trabalhando em home office.

Segundo o levantamento do Censo do Aluguel de Veículos, antes da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), são 406 locadoras, empregando mais de 4 mil pessoas no Estado, com cerca de quase 11 mil veículos em sua frota. Deste total, operam apenas os que estão locados para empresas de serviço essencial, como, por exemplo, supermercados, farmácias, Enel e Cagece.

O diretor regional da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (ABLA) no Ceará, Carlos Augusto da Silva, afirma que os carros em atividade representam um percentual mínimo. “Existem quase 11 mil carros na frota, entretanto, quase 70% estão parados. Estimamos que apenas 30% seguem operando, que são os veículos alugados por órgãos do governo e prefeitura, além de supermercados e farmácias. Os serviços que não pararam, ainda estão utilizando a frota”.

Em razão da paralisação do setor, aliada à devolução de mais da metade dos veículos locados, as demissões de funcionários foi inevitável, como destaca Carlos Augusto. “Várias locadoras tiveram que demitir funcionários. O setor não parou de pagar impostos. Torna-se inviável manter os contratados sem o faturamento”.

Em relação aos impostos, ainda não houve nenhuma prorrogação do vencimento das parcelas do IPVA, proposta que, segundo Carlos Augusto, já foi solicitada aos governos estadual e federal. “Além da dificuldade em prorrogar esses pagamentos, também estamos encontrando dificuldades de pedir empréstimos em bancos. A burocracia é muito grande. Só tivemos acesso ao programa de afastamento de funcionários, que é do Governo Federal”, detalha Carlos Augusto.

FONTE: O POVO ONLINE