Marcha da Maconha reuniu milhares de pessoas na Beira-Mar no domingo

Manifestantes pedem o fim da criminalização do uso da planta no Brasil

Paralelamente à manifestação em apoio ao presidente Bolsonaro (PSL), ocorrida na Praça Portugal, Fortaleza também está sendo palco da Marcha da Maconha. O ato acontece na avenida Beira Mar, reunindo milhares de ativistas em que pedem a descriminalização da planta ao Supremo Tribunal Federal (STF). Concentração é em volta da estátua de Iracema.

Caminhando pela avenida, ativistas bradam ofensas contra Bolsonaro e a Polícia Militar e pedem pela diminuição da violência empreendida, principalmente, nas comunidades periféricas.

Esta já é a 11ª edição do movimento, que pede pela legalização e pela regulamentação de todas as drogas como ato político e de saúde pública. “Vivemos dias em que a internação compulsória de usuários de drogas se mostra como alternativa à lotação das penitenciárias brasileiras e sabemos quem são os principais visados dessa política”, destaca a organização do evento em relação às população pobre e negra.Ativistas durante a 11ª edição da Marcha da Maconha Fortaleza Ativistas durante a 11ª edição da Marcha da Maconha Fortaleza (Foto: Fco. Fontenele / O POVO)

Por volta das 18 horas, participantes da Marcha chegaram ao Anfiteatro da Beira Mar, ponto onde o evento está previsto para ser encerrado. Durante todo o ato, houve massiva participação de jovens, com destaque para representantes femininas.

Lutador pela descriminalização da planta, o ator e jornalista Ari Areia disse que a criminalização da maconha é, “na verdade”, uma criminalização das pessoas negras, pobres e moradoras da periferia. “Não vamos aceitar que o País seja guiado por gente de cabeça atrasada, por gente de pensamento mofado”, enfatizou.

Com informações da repórter Teresa Monteiro.

Fonte: O POVO Online