Número de assassinatos no Ceará tem redução pelo quarto mês seguido

Pelo quarto mês consecutivo, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) divulga redução no número de assassinatos no Ceará na comparação com 2017. A pasta ainda registra diminuição nos índices de Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVPs). As estatísticas foram divulgadas ontem.

 

O levantamento de Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLIs) indica que, em comparação com julho do ano passado, o Estado apresentou no último mês redução de 20,3% (378 contra 474). Fortaleza registrou a maior diminuição: saiu de 184 para 130 (-29,3%). Na Região Metropolitana, a queda foi de 135 para 104 veja mais detalhes no quadro. Os CVLIs incluem homicídio, latrocínio e lesões corporais seguidas de morte.

 JULHO foi marcado por chacina que vitimou cinco homens em Palmácia Fábio Lima
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Nos sete primeiros meses deste ano, o Ceará acumula 2.758 assassinatos. No mesmo período do ano passado, esse número era de 2.773 queda de 0,5%. Na Capital, nesse intervalo, a redução foi de 15,6%, indo de 1.078 para 910. O Interior Sul também registrou diminuição (8,8%), diferente da Região Metropolitana de Fortaleza e do Interior Norte, que tiveram crescimento, de 12,5% e 24,7%, respectivamente.

No entanto, os números de CVLIs continuam maiores que os registrados em 2016 no Estado. No fim de julho, aquele ano registrava 1.998 crimes do tipo. Mantida a média atual de 13 assassinatos por dia, o Ceará concluiria 2018 com 4.774 mortes. Seria o segundo ano com mais assassinatos, atrás apenas de 2017, recordista absoluto com 5.133.

Em todo o Estado, os CVPs do tipo 1 (roubo a pessoa, de documentos e outros tipos de roubo) caíram 13,7%, saindo de 37.766 no acumulado de janeiro a julho de 2017 para 32.595 no mesmo intervalo em 2018. Já os CVPs 02 (roubos de carga, com restrição de liberdade, de veículos e a banco) foram de 7.547 para 6.626, uma diminuição de 12,2%. Furtos retrocederam 7,5% de 34.424 para 31.842.

Para o secretário André Costa, a redução dos indicadores se deve ao investimento do Estado, com prioridade a tecnologias de suporte à inteligência policial, como o videomonitoramento. Ele também cita a “territorialização” do policiamento, mencionando o fator ao falar de expulsões de famílias de comunidades, como a registrada no último domingo, na Cidade Jardim, no José Walter. Citando a comunidade do Gereba, no Passaré, ele afirma que tal territorialização resultou em queda de 52% dos homicídios no bairro no primeiro semestre.

“Os recursos não são ilimitados. Por isso que a gente não consegue resolver, infelizmente, tudo ao mesmo tempo. Mas temos avançado.

Não tenho dúvida que daqui para a frente vai reduzir e muito (o número de homicídios) com a presença fixa da Polícia”.

Fonte: O POVO Online