Número de ataques a bancos caiu no Estado cai 48% neste ano

ntre os índices de criminalidade que o Estado comemora redução estão os ataques a bancos. De janeiro a agosto deste ano, esse tipo de crime diminuiu 48% em relação ao mesmo período de 2018. Enquanto no ano passado haviam sido registrados 23 crimes do tipo, em 2019, ocorreram 12. Os números são da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) e se referem a roubos e furtos bem sucedidos contra instituições financeiras.

O titular da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), Rommel Kerth, aponta existirem diversas modalidades de ataques a banco, que requerem, cada uma, atuação específica. No entanto, ele destaca que o desbaratamento de quadrilhas especializadas em crimes com uso de explosivos teve impacto direto na diminuição. Neste tipo de ocorrência, diz, um mesmo grupo costuma estar ligado à grande parte dos ataques em uma mesma região.

Uma quadrilha em específico teve envolvimento, em pelo menos, nove casos ocorridos no Estado este ano, conta Kerth. O grupo, liderado por Mariano Farias Sampaio, atuava sobretudo na Região Norte do Estado, onde foi registrada a maioria das ações deste ano (veja mapa). “Marianinho”, como era conhecido, foi morto em julho passado durante operação policial no interior da Bahia, ao lado de um homem que seria seu comparsa. À época, a SSPDS divulgou que a ação policial foi realizada graças a informações enviadas pela Polícia Militar (PM) cearense. Além disso, vários outros integrantes da quadrilha foram presos, diz Kerth. Desde maio não há ataques na região.

Além dos ataques com explosivos, o Estado também registrou redução em outras modalidades, ressalta o delegado, como o “sapatinho” — sequestro do gerente do banco para acesso ao cofre da agência. Neste ano, conforme o Sindicato dos Bancários, somente uma tentativa foi registrada, em maio, em Beberibe. A PM, porém, conseguiu frustrar a ação antes da concretização. Ataques a caixas eletrônicos com maçarico também cessaram, o que ocorreu após a prisão de integrantes de uma quadrilha oriunda do Pará. Em junho, sete deles foram presos, sendo cinco em flagrante, logo após tentarem furtar o caixa de um supermercado do Pici. Além disso, Kerth lembra que o Estado não registra ataque a carro-forte há um ano.

A redução cearense segue a tendência nacional observada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). No fim de agosto, a Febraban divulgou levantamento sobre o número de assaltos em 17 instituições financeiras, que respondem por mais de 90% do mercado. Conforme a pesquisa, ocorreram 57 assaltos e tentativas de assaltos a agências no País no primeiro semestre. No mesmo período de 2018, haviam sido 79 ocorrências — redução de 28%. A Federação creditou a redução ao investimento feito pelos bancos em ações de prevenção.

Fonte: O POVO Online