PDT articula representação contra André Fernandes

Parlamentares estudam apresentar à Comissão de Ética da Assembleia Legislativa (AL-CE) uma representação contra o deputado estadual André Fernandes (PSL). Na noite de ontem, uma nota de repúdio divulgada pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) convoca a comissão executiva para deliberar sobre o assunto amanhã, às 16 horas, na sede do partido no Estado.

O anúncio ocorreu após apresentação de defesa no Ministério Público do Estado (MPCE) realizada pelo deputado estadual Nezinho Farias (PDT), acusado formalmente por André, na última sexta-feira, 14, de fortalecer uma facção criminosa a partir do projeto de Lei 218/19, que tramita na Assembleia.

A matéria em questão, de autoria de Nezinho, busca regularizar a prática esportiva eletrônica (e-Sports) no Ceará, mas é apontado na denúncia de André como uma tentativa de defesa do “jogo do bicho”, considerado contravenção penal no Brasil.

O projeto foi aprovado por unanimidade pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Casa, no último dia 4/6, quando obteve parecer favorável, inclusive, do próprio André. Atualmente, está na Comissão de Indústria e Comércio, Turismo e Serviço, aguardando parecer do relator.

“Estou indignado com a irresponsabilidade dele”, afirmou Nezinho, referindo-se a André, durante coletiva de imprensa realizada na tarde de ontem. O pedetista aproveitou a ocasião para explicar que o projeto foi demandado por jovens que foram ao seu gabinete.

A regulamentação da prática competitiva de jogos eletrônicos, de acordo com Nezinho, já é uma realidade na Paraíba e pode favorecer a concessão de bolsas e facilitar a solicitação de patrocínios desses jogadores.

Presente na coletiva de imprensa, o deputado estadual Elmano de Freitas (PT) avaliou a denúncia realizada por André no MPCE como uma “estratégia política de alguém que quer crescer mentindo e criando inverdades”. O deputado também qualificou como “inadmissível” o voto favorável dado pelo pesselista ao projeto e a subsequente afirmação de que a matéria favoreceria facção criminosa.

“Quem tem que responder ao Conselho de Ética é ele, porque se ele achava isso, ele não podia votar. Ele tinha que, no mínimo, ter pedido vista, ter votado contra, ter denunciado”, afirma o petista.

Elmano disse, também, que articula com outros parlamentares, não necessariamente da base aliada, debates acerca da conduta ética do deputado pesselista.

Procurado por O POVO por meio de ligações telefônicas e mensagem via WhatsApp, André Fernandes não se pronunciou até o fechamento desta edição.

Defesa

Nezinho apresentou, ontem, defesa junto ao MPCE e afirmou que o projeto de Lei usado por André para fomentar a denúncia recebeu parecer favorável inclusive do próprio deputado pesselista.

Ação

Na última sexta-feira, 14, André Fernandes (PSL) denunciou ao Ministério Público projeto de Lei de autoria de Nezinho Farias (PDT) que busca regulamentar prática esportiva eletrônica (e-Sports).

FACÇÃO

Na denúncia, André informa que tomou conhecimento de que a campanha de Nezinho foi financiada por uma facção e que, em troca, o pedetista deveria apresentar e aprovar projeto de Lei para fortalecer a atividade da organização criminosa.

Fonte: O POVO Online