PF vai investigar vazamento de petróleo cru que contaminou litoral do Nordeste

TARTARUGAS, cobertas por petróleo cru, estão encalhando nas praias A morte ou encalhe de mais de 70 tartarugas marinhas e a contaminação de pelo menos 115 praias em oito estados do Nordeste do Brasil serão investigados pela Polícia Federal (PF). Um mês depois dos primeiros indícios do crime ambiental, a PF instaurou um inquérito para apurar responsabilidades. As investigações serão concentradas na Superintendência da Regional do Rio Grande do Norte.

Segundo comunicado no site da Polícia Federal, “ação foi tomada tão logo surgiram as primeiras informações, na imprensa nacional, sobre o fato; bem como sobre a possibilidade da ocorrência de eventual dano ambiental de grandes proporções na região”.

O trabalho, segundo a nota oficial, contará com a participação das áreas de combate aos crimes ambientais, de inteligência e de perícia das superintendências de todos os estados atingidos. Além do empenho do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Marinha do Brasil, da Universidade Federal Rural de Pernambuco e do Ministério da Defesa.

Um laudo da Petrobras informou na semana passada que o petróleo cru que contaminou grande parte do litoral do Nordeste não tem origem nos campos e navios da empresa. Apesar do Ibama ter afirmado que a substância tóxica seria de uma única origem, o crime pode ter sido causado por mais de uma fonte poluidora.

O vazamento de petróleo cru de um navio venezuelano, que teria se deslocado pelo litoral da Região Nordeste, seria uma das causas. A linha de investigação constaria em relatório sigiloso que a Petrobras teria sido repassado para o Ibama.

O POVO enviou e-mails com vários questionamentos para a Petrobras, Ibama e Marinha do Brasil. A Marinha reenviou uma nota publicadas em seu site na semana passada. No comunicado, repete que “deslocou equipes das Capitanias dos Portos dos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe para a coleta de amostras”.

Segundo o setor de Comunicação Social do órgão militar, “a Marinha, com suas Capitanias e Navios-Patrulha, permanece monitorando diversos pontos de nosso litoral e águas jurisdicionais e, em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente, Ibama e outros, investiga as causas e responsabilidades do aparecimento das manchas. O monitoramento de navios que passaram pelas águas jurisdicionais brasileiras, bem como análises sobre efeitos de correntes oceânicas na deriva e dispersão das manchas estão sendo realizadas, visando determinar sua localização, extensão e origem”

Já o Ibama, em resposta ao primeiro e-mail enviado pelo O POVO, afirmou que ainda não identificou a causa do crime ambiental de grandes proporções.

A assessoria de comunicação do Ministério do Meio Ambiente informou também que uma série de levantamentos e monitoramentos no mar estão sendo feitos com um “helicóptero no Nordeste”. O Ibama está usando ainda “uma outra aeronave (de asa fixa) equipada com sensores para detecção de óleo no mar. Até o momento, não foi identificado óleo na superfície da água pelo avião especializado ou por imagens de satélite”.

FONTE: O POVO ONLINE