Polícia desmonta sofisticado laboratório de maconha no Jardim das Oliveiras

Um dos quartos já tinha toda a estrutura pronta para o cultivo, já tendo, inclusive, algumas mudas em desenvolvimento

Em desdobramento de uma operação que começou no início do mês de abril, a Polícia Civil do Ceará, através da Divisão de Combate ao Tráfico de Drogas (DCTD), desmontou um sofisticado laboratório de maconha no bairro Jardim das Oliveiras, em Fortaleza. O responsável pelos investimentos do laboratório seria o empresário Frederico Rabelo Fagundes, de 35 anos, preso no último dia 2 com outros dois homens, todos suspeitos de tráfico de drogas sintéticas.

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No local, um duplex com pelo menos quatro quartos e com aluguel que custa em torno de R$ 1.700, a Polícia prendeu Paulo Roberto Feitosa Gonçalves Júnior, 29 anos, conhecido como “Paulin”. Inicialmente, acreditava-se que ele era apenas o caseiro. Conforme apuração policial, descobriu-se que Paulo era o responsável pelo cultivo de diversos tipos de maconha na residência.

O material era cultivado dentro dos ambientes, cada cômodo com uma estrutura elaborada para este fim. Climatizadores, coifas, iluminação própria e até mesmo monitoramento de umidade e temperatura foram encontrados pela DCTD no local. Paulo mantinha em um caderno uma espécie de “diário”, onde acompanhava todos os momentos do cultivo. Segundo os registros encontrados no caderno e em contas de energia, a operação no local teve início em agosto de 2018.

O delegado que esteve à frente da apreensão, Gregório Neto, informou ao O POVO Online que as investigações partiram da captura de Frederico e do garoto de programa Lucivan Gurgel Pereira, de 28 anos. O trabalho da DCTD os levou ao imóvel, onde “Paulin” foi apreendido e informou que o empresário seria o responsável pelo investimento do laboratório no Jardim das Oliveiras.

As sementes utilizadas no plantio eram oriundas do Rio Grande do Sul e, segundo a Polícia, chegavam a custar R$ 200 o pacote com três unidades. Um dos quartos já tinha toda a estrutura pronta para o cultivo, já tendo, inclusive, algumas mudas em desenvolvimento. Um outro local era preparado para o mesmo fim, onde a estrutura estava sendo montada. A Polícia acredita que todos os cômodos da casa iriam ser utilizados para o cultivo. No primeiro andar, havia pelo menos quatro quartos, além de uma varanda, dois banheiros e um closet.

O contrato de aluguel da residência estava no nome de Paulo Roberto. Alguns documentos encontrados em um dos quartos também estavam em seu nome, como um contrato de aluguel de um apartamento e uma declaração de Imposto de Renda. Segundo o documento, o salário médio de “Paulin” no ano de 2018 havia sido de R$ 5.100 por mês.

Todos os ambientes tinham aparelhos de ar-condicionado instalados, o que, segundo os policiais da DCTD, aponta que os cômodos também receberiam a estrutura para cultivo da droga. O delegado Gregório Neto afirmou que o laboratório ainda se encontrava em fase embrionária, embora já houvesse bastante material no local.

Também foram apreendidos produtos químicos utilizados no cultivo, além de uma pequena quantidade de droga que já estava pronta para a venda. No térreo havia uma grande quantidade de adubo e algumas estruturas de alumínio, onde a droga deveria “secar” antes de estar pronta para o uso.

A DCTD dará prosseguimento à investigação. O delegado responsável pelo caso apontou que há a suspeita de, pelo menos, mais cinco pessoas envolvidas no esquema.

Fonte: O POVO Online