Quem eram e o que faziam os envolvidos na morte dos chefes do PCC no Ceará

Sete pessoas suspeitas foram identificadas na emboscada que culminou na morte dos chefes do PCC no Ceará. Nomes apontados pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) vão do mandante do crime, passando pelo piloto e executores.

Gegê do Mangue e Paca

A Polícia cearense informou que, no dia do crime, sete homens chegaram a Fortaleza na madrugada do dia 14 de fevereiro e embarcaram na aeronave, de inscrição PR – YHB, em um hangar localizado em Aquiraz. O crime aconteceu no último dia 15.
Apontado pela Polícia como mandante do crime, Gilberto dos Santos(Fuminha) é o braço direito de Marcos Camcho, o Marcola. A identidade foi revelada em uma anotação, manuscrita em folha de caderno e recolhida pela Polícia Penitenciária de São Paulo. A nota registra que “Fuminho mandou matar os dois, GG e o Paka”.
Wagner Ferreira da Silva, o Cabelo Duro, era o proprietário da aeronave. Ele foi morto em São Paulo oito dias após as execuções. O helicóptero chegou ao Ceará dois dias antes da execução de Gegê e Paca, sendo apreendido apenas no último dia 1º, em Fernandinópolis (SP).
O piloto da aeronave foi identificado como Felipe Ramos Morais. Após deixar os outros cinco homens na área da reserva, Felipe e Cabelo Duro abasteceram o veículo. Na sequência, buscaram Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Sousa, o Paca. Felipe chegou ao Ceará seis dias antes do crime. Outro piloto, ainda não identificado, trouxe a aeronave.
Às 0h10min do dia do crime, os seis executores chegaram em um flat na av. Beira Mar. A ação foi registrada em imagens. Já na manhã da execução, com os cinco suspeitos no Hangar, o helicóptero voltou a pousar, dessa vez apenas com Felipe e Cabelo Duro.
Os tripulantes eram Carlos SantosErick Machado Santos, conhecido como Neguinho Rick da Baixada; André Luís da Costa Lopes, o Andrezinho da Baixada; Ronaldo Pereira Costa e Tiago Lourenço de Sá de Lima, o Tiririca.
Laranjas
Quatro laranjas, donos de mansões e carros de luxo usados pelo PCC no Ceará, continuam foragidos. Nomes foram repassados em coletiva de imprensa da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) na noite da última sexta-feira, 2. 

São eles: José Cavalcante Cidrão, o irmão dele Francisco Cavalcante CidrãoSamara Pinheiro de Carvalho e Magda Enoe de Freitas. Propriedades e carros somam mais de R$ 12,5 milhões.
Outra informação confirmada pela SSPDS durante a investigação é que Claudiney Rodrigues de Sousa, o Cláudio Boy, é amigo dos chefes executados. Ele foi preso três dias após as mortes ao desembarcar em São Paulo, identificado como um dos líderes do PCC no estado.
Redação O POVO Online