“Queremos fazer blitz em todos turnos e em muitos locais da Cidade”

O superintendente da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), Arcelino Freitas, anunciou nesta quinta-feira, 19, que a partir do segundo semestre de 2018, ações de mobilidade vão reformular a sinalização e a fiscalização de velociade em algumas vias de Fortaleza.
O anúncio foi feito durante o segundo Fórum Internacional de Boas Práticas em Fiscalização do Trânsito, promovido pela Prefeitura de Fortaleza com apoio da Iniciativa Bloomberg de Segurança Viária Global. O evento acontece no Hotel Luzeiros e debate a fiscalização de trânsito como facilitador para prevenir e reduzir os acidentes na Capital.
Na avenida Osório de Paiva, via com o maior número de acidentes na cidade, a instalação dos semáforos começa na semana que vem e a partir de setembro, a fiscalização eletrônica multará os motoristas que ultrapassarem 50 Km/h na via.
Foram seis meses de ações educativas para que os motoristas se adaptassem a redução de velocidade de 60 para 50 Km/h. Na avenida Leste-Oeste, onde também houve a redução, as infrações serão aplicadas a partir do dia 7 de agosto. Números apresentados durante o Fórum apontam que a redução destes dez quilômetros diminui em 35% da força do impacto das colisões.
A avenida Valparaíso, no bairro Jangurussu, e a avenida Dionísio Leonel Alencar, que liga a BR-116 a Messejana, receberão radares para melhorar a segurança viária, especialmente de ciclistas e pedestres.
Durante o Fórum, agentes da AMC, policias Rodoviários Estaduais e Federais, representantes do Detran e da Polícia Civil participam de palestras, incluindo especialistas da Europa, e trocam informações para saber como e o que funciona em outros países, com foco na prevenção de acidentes de trânsito.
Entre os convidados internacionais, estão o gerente de policiamento de trânsito da Global Road Safety Partnership (ou Parceria Global pela Segurança Viária, em tradução livre), braço da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, Marcin Flieger; além do consultor internacional Mihai Calinoiu.
“Precisamos abrir a Cidade para conhecer outras práticas de trânsito e salvar a vida das pessoas. Fortaleza tem conseguido reduzir o número de acidentes e, consequentemente, de óbitos no trânsito, mas esse intercâmbio de ideias já acontece pela segunda vez e muitas ações foram realizadas com base no que aprendemos no ano passado”, enfatizou o secretário de Conservação e Serviços Públicos, Luiz Henrique Sabóia.
Na primeira edição do Fórum em 2017, as discussões se concentraram em evitar acidentes causados por alcoolemia, um dos principais fatores de risco que mais provocam acidentes com mortos e feridos em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. Os números apresentados nesta quinta-feira mostram que, com a fiscalização da lei seca entre janeiro e junho deste ano, apenas as equipes da AMC já realizaram 34.206 testes e 558 condutores foram autuados.
“A gente quer ampliar esse tipo de fiscalização, realizar blitze em todos os turnos e em diversos locais da Cidade para que o motorista perceba isso e pense duas vezes antes de beber, dirigir e provocar um acidente”, destacou o superintendente da AMC, Arcelino Lima.
Já sobre a fiscalização do uso correto do capacete, para os motociclistas, foram realizadas 16.687 abordagens no mesmo período. Resultado desse trabalho em conjunto, incluindo análises aprofundadas de dados, melhorias de infraestrutura e campanhas de educação para o trânsito, é a redução no índice de óbitos por 100 mil habitantes em 35%, se comparados os dados de 2011, quando teve início a Década de Ação para Segurança Viária da ONU, e o ano passado. Em 2011, o número absoluto de pessoas que morreram nas ruas e avenidas de Fortaleza foi de 381, contra 256 mortes em 2017.
Redação O POVO Online