Sudene priorizará projetos que integrem estados

Uma reunião entre secretários de planejamentos de Estado, representantes do Governo Federal e o chefe da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), Mario Gordilho, começou a traçar critérios para os projetos que serão levados a Brasília dia 15 de julho. O encontro ocorreu ontem.

O conjunto de objetivos irá pleitear espaço no Plano Plurianual (PPA) da União, cujo o foco é estabelecer metas e diretrizes para os próximos quatro anos. A ideia é que as intenções dos onze estados — nove do Nordeste, além de Minas Gerais e Espírito Santo — sejam viabilizadas. Para isso, o número de projetos foi reduzido. As cerca de 870 propostas foram transformadas em 134, conforme Gordilho.

Abrangência regional, desconcentração regional (que saia das capitais e vá para o interior, segundo debatido em reunião), impacto estruturador — mudança significativa na realidade social —, relação com outros projetos e viabilidade da ideia estão entre os aspectos levados em consideração.

Ainda segundo Gordilho, um dos pontos indispensáveis refere-se às obras da Transnordestina. No Ceará, a obra tem trecho entre Missão Velha e Pecém, de 527 quilômetros. “Estamos agora discutindo quais projetos que perpassam vários estados, como duplicação de estradas, recuperação de rodovias, que passam em três, quatro estados que são fundamentais.”

O secretário de Planejamento e Gestão do Ceará, Mauro Filho, avalia que a conexão entre o que pensa a Sudene e os estados é obrigatória. Ele ressalta que, se não for para o PPA, é “só conversa fiada”. Ele acrescenta ainda a necessidade de os projetos estarem reunidos em texto nos dias 4 e 5 de julho, datas acordadas para conclusão do material que irá a Brasília.

Sobre o Ceará, ele mencionou a ciência e tecnologia como uma alavanca para a produtividade. “O Ceará já tem o Cinturão Digital, que tem 82% da população urbana e isso facilita você entregar aos municípios empresas que queiram produzir no Ceará”.

Deputado licenciado para servir ao Estado, Mauro Filho cita que a aprovação do Orçamento Impositivo, que permite parlamentares apresentarem emendas ao orçamento da União — já para 2020 —, pode ser um elemento facilitador.

“Nordeste tem que estar muito unido para inserir (emendas), porque pode facilitar a execução”, analisou o secretário. Para Gordilho, parlamentares tem de aproveitar bem a possibilidade, “não olhar para o umbigo”. (Carlos Holanda)

Fonte: O POVO Online