Suspeitos de morte de coroinha foram soltos na data do homicídio do adolescente

Suspeitos de morte de coroinha foram soltos na data do homicídio do adolescente

Os dois homens suspeitos do homicídio contra o coroinha Jefferson de Brito Teixeira, 14 anos, ocorrido na noite da terça-feira, 18, na Barra do Ceará, foram soltos após audiência de custódia ocorrida horas antes do crime. David Hugo Bezerra da Silva e José Jorge de Sousa Oliveira tinham sido presos em flagrante por guardas municipais, um dia antes do assassinato, no dia 17, no mesmo bairro, após terem sido encontradas, próximos a eles, 16 g de maconha e 2,5 g de cocaína. Após audiência de custódia, os dois foram liberados. A decisão foi assinada pelo Juízo da 17ª Vara Criminal de Fortaleza (Vara de Audiência de Custódia).

“Em manifestações escritas, a representante do Ministério Público pugnou pela homologação do flagrante e por sua conversão em prisão preventiva para os autuados José Jorge e Davi Hugo, pugnando pela liberdade dos demais, enquanto a defesa, por intermédio da Defensoria Pública, requereu a nulidade do auto de prisão, pedindo o imediato relaxamento e, de forma subsidiária, pugnou pela liberdade, podendo ser aplicadas cautelares do artigo 319 do CPP”, conforme consta na decisão.

A decisão detalha ainda que a deliberação para a liberdade dos dois homens foi concedida após ambos terem se comprometido a comparecer, mensalmente, à sede da Central de Alternativas Penais, no Complexo da Coordenadoria de Inclusão Social do Preso e do Egresso (Cispe). Os dois tinham, ainda, de estarem submetidos a recolhimento domiciliar entre as 19h e 7h, finais de semana e feriados.

Jefferson de Brito Teixeira, 14, foi assassinado na noite do dia 18, na Barra do Ceará. Ele era coroinha na Paróquia São Pedro, no bairro, e foi morto a tiros. O corpo do jovem também tinha perfurações de objetos cortantes e foi encontrado na rua São Pedro, a cerca de 700 metros da igreja.

No último sábado, 22, o juiz da 1ª Vara Criminal de Fortaleza, Silvio Pinto Falcão Filho converteu a detenção dos suspeitos de prisão em flagrante para preventiva. De acordo com o magistrado, Robson Vasconcelos, José Jorge de Sousa Oliveira e David Hugo Bezerra da Silva deverão ser mantidos presos, entre outras razões, para “evitar que o delinquente volte a cometer delitos, ou porque é acentuadamente propenso às práticas delituosas, ou porque, em liberdade, encontraria os mesmos estímulos relacionados com a infração cometida”, informa na decisão.

FONTE: O POVO ONLINE