UFC abre sindicância para apurar comportamento de profº acusado de assediar

A denúncia de que um professor do curso de Física da Universidade Federal do Ceará (UFC) teria assediado uma aluna de 16 anos do curso de Agronomia provocou reação no mundo acadêmico. Nesta quarta-feira, 14, a instituição de ensino superior informou que abriu sindicância para apurar as acusações. O Centro Acadêmico Dias da Rocha, que reúne estudantes do curso, lançou nota de repúdio ao docente.
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A família da aluna registrou Boletim de Ocorrência (B.O.) na Delegacia de Defesa da Mulher. Segundo a menina, por volta de 19h30min de segunda-feira, 12, o professor, em uma aula de física, a chamou para fazer uma demonstração prática sobre força. Ele pediu para que a jovem ficasse de costas e a empurrou três vezes seguidas.
Após o terceiro ato violento, ele teria dito frases como ”ela gosta” e “porrada por trás sempre é gostoso”. O professor ainda teria agarrado e levantado a estudante por trás. Na terça-feira, 13, o centro acadêmico do curso emitiu nota em que repudia o comportamento do professor. “Reafirmamos nosso compromisso contra o machismo dentro e fora da universidade”, informa a nota. A entidade ainda pediu o afastamento do professor acusado das agressões.
Segundo Mara Cibely, estudante de Agronomia e coordenadora do Diretório Central dos Estudantes (DCE-UFC) no Pici, haverá, na tarde desta quarta-feira, 14, uma reunião entre a família da vítima, representantes da administração da UFC e da entidade estudantil. “É complicado para uma turma de primeiro semestre chegar ao primeiro semestre e enfrentar uma situação como esta em um ambiente que deveria ser plural e respeitoso”, lamentou.
UFC
Conforme nota da Reitoria da UFC, sindicância foi aberta para apurar as informações. “Providências serão tomadas logo que a investigação esteja concluída”, reforçou. A instituição ressaltou que ainda não foi notificada formalmente da ocorrência. “A UFC repudia qualquer atitude que transgrida a dignidade das pessoas e defende que a relação professor-aluno seja sempre pautada no respeito e na mútua aprendizagem”, ressaltou.
O POVO Online procurou o professor para falar sobre as denúncias, mas ele não foi localizado. A reportagem opta por não colocar os nomes das pessoas envolvidas para preservar a vítima, que é uma adolescente.
Fonte: O POVO Online