Universidades ensinam “sexo sem limites”, afirma novo ministro da Educação

O novo ministro da Educação, pastor Milton Ribeiro, aparece, em vídeo gravado durante culto, em 2018, defendendo que “as universidades” ensinam “prática totalmente sem limites do sexo”. O pastor foi nomeado no final da tarde da última sexta-feira (10) e será o quatro a comandar o MEC na gestão do presidente Jair Bolsonaro.

Na gravação, o ministro diz: “O mundo foi perdendo a referência do que é certo e o que é errado em termos de conduta sexual. […] Essa é a nossa sociedade, é isso que eles estão ensinando para nossos filhos na universidade. É um valor da nossa sociedade contemporânea. Eu, você, os nossos filhos, sobretudo, estão sofrendo esse tipo de pressão”.

O ministro é pastor da Igreja Presbiteriana e graduado em Teologia e Direito com mestrado em Direito e doutorado em Educação, segundo seu currículo na plataforma Lattes. É também membro do Conselho Deliberativo do Instituto Presbiteriano Mackenzie, mantenedora da Universidade Presbiteriana Mackenzie, da qual foi vice-reitor.

Em maio de 2019, ele foi nomeado por Bolsonaro para a Comissão de Ética Pública da Presidência da República (CEP). O órgão tem como função investigar ministros e servidores do governo, caso cometam alguma irregularidade.

“Corrida” para encontrar um novo ministro da Educação

A “corrida” para encontrar um novo ministro da Educação teve início com a saída de Abraham Weintraub do cargo, em 18 de junho deste ano, após a figura política ter a relação com o Supremo Tribunal Federal (STF) desgastada. 

O professor e economista Carlos Alberto Decotelli foi anunciado como novo ministro por Bolsonaro cerca de uma semana após a saída de Abraham, mas pediu demissão cinco dias depois do anúncio devido a descoberta de uma série de informações falsas presentes em seu currículo.

Nessa terça-feira, 7, Bolsonaro havia revelado que o líder do governo na Câmara, deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO), foi colocado como “reserva” para assumir Ministério da Educação. Conforme informações do jornal Valor econômico, o chefe do Executivo ainda aproveitou para garantir que se encontrará com um candidato de São Paulo nesta terça-feira.

O presidente estava considerando o nome do Major para assumir a pasta desde a última semana, mas confessou que a escolha pelo líder da Câmara teria repercussão negativa pelo fato dele ser do exército. “Seria uma pessoa excepcional, mas vão cair em cima dele por ser major do Exército. Pessoal acha que tem militar demais no governo”, pontuou.

Elogiando o trabalho do parlamentar, Bolsonaro chegou a compará-lo com o general Eduardo Pazuello, líder interino do Ministério da Saúde, a qual considera estar realizando um bom desempenho frente a pasta. Quanto ao candidato entrevistado hoje, o chefe do executivo manteve suspense e não revelou o nome, mas deixou escapar que talvez o escolha.

FONTE: O POVO ONLINE