“Vai ser o melhor aeroporto do Norte e Nordeste”

Fortaleza, CE, Brasil, 10-04-2019: Andreea Pal, CEO Fraport Brasil. (Foto: Mateus Dantas / O POVO)

VÍDEO: https://www.youtube.com/watch?v=ECftMM9VW18

De técnica em engenharia para CEO da Fraport no Brasil. A romena Andreea Pal, 58, traz a rigorosidade da gestão da empresa alemã para o Aeroporto Internacional Pinto Martins, desde que assumiu a administração, em janeiro de 2018. Para ela, que diz conhecer o projeto do terminal concorrente de Recife, arrematado pela empresa espanhola Aena Desarrollo, Fortaleza terá o melhor “aeroporto do Norte e Nordeste”. Como mulher estrangeira, que fez carreira principalmente na Alemanha, a executiva relata, nesta entrevista ao O POVO, que teve de mostrar mais trabalho que os homens para chegar aos cargos de gerência.

O POVO - Após o leilão do bloco Nordeste, que inclui, entre outros, o aeroporto de Juazeiro do Norte e o de Recife, a espanhola Aena Desarrollo, que ganhou o certame, disse que veio para concorrer. Qual a posição da Fraport diante da concorrência?

Andreea Pal - A decisão de uma companhia aérea de utilizar um aeroporto não tem tanto a ver com o operador do aeroporto, mas com o tamanho do mercado e também com a visibilidade econômica dessa rota. E Fortaleza continua a ser a melhor posição geográfica para a entrada da Europa e dos Estados Unidos. Isso não vai mudar. Tivemos também competição com Salvador, mas Fortaleza ganhou. Isso não nos preocupa tanto. Por outro lado, o investimento da Fraport é que Fortaleza é grande e maior do que vai ser Recife para a Aena. Acho que temos mais capacidade e estou bastante segura que nosso serviço, a qualidade do nosso serviço, por causa de investimento, vai ser muito melhor.

OP - Quão além do que está no cronograma da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) a Fraport vai com o Aeroporto de Fortaleza?

Andreea Pal - O cronograma da Anac e da Fraport é no curto prazo. Temos apenas ideias de que rotas poderíamos atrair. Depois estimam-se as fases. No médio prazo, o crescimento previsto é de 6%, depois de 4% a 3% até o fim da concessão. No curto prazo deve ser mais de 10% ao ano. Mas exatamente de que rota vai ser esse crescimento não se sabe.

OP - O Governo do Estado trabalha com prospecção de companhias aéreas de baixo custo. Em que medida a Fraport está nessa frente?

Andreea Pal - Para nós, toda companhia é interessante, porque temos que ocupar uma capacidade dobrada do aeroporto. Não sei esse conceito de low cost (baixo custo) no mercado brasileiro. O serviço de Latam, Gol e Azul já é mais ou menos low cost. Não entendo exatamente o que seria baixo custo com essas companhias aéreas, mas o que vem da Europa é uma coisa diferente. Mas aqui, no caso, acho que o governador (Camilo Santana-PT) está trabalhando com a Air Europa e a conexão com Madri. Na Europa, o low cost não tem primeira classe, nem executiva. Mas, para os passageiros, a classe econômica do Brasil tem o mesmo serviço da low cost de lá.

OP - Eles negociam com a empresa de baixo custo Norwegian também…

Andreea Pal - Mas o conceito de low cost da Norwegian é comparado a aéreas internacionais, mas, aqui no Brasil os custos não são tão low (baixos), Mas o conceito de serviço… Então aqui seria mais ou menos low cost, porque cobra bagagem, cobra por serviço, por assento. Se não tem almoço, recebe apenas água. Então isso é muito louco.

OP - E qual especificamente a frente da Fraport para atrair empresas?

Andreea Pal - Fazemos, naturalmente, a atração. Participamos de reuniões de todos os aeroportos e aéreas que temos, quatro ou cinco vezes por ano, em diversos países. Na última vez foi no Canadá. Estamos falando com companhias todo o tempo. Não posso dizer agora porque estamos em negociação e uma negociação precisa de dois, três anos, porque as aéreas não têm aeronaves disponíveis. Tive reunião em Fortaleza e amanhã vou ao Rio de Janeiro… Não funciona assim. Precisa pelo menos um ano ou mais, quando a aérea muda a estratégia e libera uma aeronave que vá voar numa rota pra Fortaleza.

OP - O que muda com a abertura do espaço aéreo para empresas estrangeiras?

Andreea Pal - Vamos ver o que acontece com a mudança da lei que as companhias estrangeiras possam ser dona de aéreas brasileiras. Pode trazer mais recursos financeiros pra o Brasil.

OP - O que se trabalha de infraestrutura para crescer o transporte de cargas em Fortaleza?

Andreea Pal - O terminal de cargas é novo e temos bastante capacidade para mais cargas. Não precisamos investir agora nada. Vamos renovar o pátio, que vai ser também utilizado para aeronaves de cargas. Mas, portanto, primeiro seríamos felizes se utilizássemos o terminal de cargas em sua capacidade, e não seria necessário mudar ainda.

OP - Qual será a ampliação do mix de lojas do aeroporto?

Andreea Pal - Tivemos uma licitação para toda a área comercial antiga e nova e estamos agora finalizando as negociações. Espero que no fim do ano, quando o terminal estiver mais avançado, também as lojas estejam finalizadas.

OP - Na situação do País, em que as expectativas da economia estão sendo revisadas para baixo, como a Fraport se enxerga neste cenário?

Andreea Pal - O que é obrigatório no contrato vamos finalizar e os próximos passos dependem, naturalmente, do desenvolvimento do número de passageiros. Se continuarmos crescendo, pode ser que continuemos crescendo na parte internacional, que não é impactada com a situação econômica do Brasil, pelo contrário. Fazer férias aqui vai ficar mais barato. Nessa situação, vamos investir exatamente na parte que está crescendo.

OP - Atualmente está indo bem internacionalmente?

Andreea Pal - Sim, mas temos dois efeitos, atualmente. Primeiro, com a situação com a Boeing Max, perdemos dois voos internacionais, porque a Gol não tem aeronave para efetuar esse voo. Depois vamos ter impacto, mas não para internacional, porque temos que fechar a pista para finalizar as obras.

OP - Como vai ser a adaptação para a obra da pista?

Andreea Pal - Temos que negociar com as companhias aéreas. Mas o que vai acontecer é que vamos ter janelas de cinco horas por dia quando a pista vai ser fechada para executar obras e nesse tempo não há pouso e decolagem. Nossa expectativa é que as aéreas realoquem um pouco e vamos perder alguns voos por um tempo.

OP - Há estudo de quantos voos serão impactados?

Andreea Pal - Depende de como as aéreas vão realocar ou mudar seu programa de voos. Começa em um período curto em agosto e depois no fim do ano, em outubro. Vamos fechar a pista no máximo três meses. Já para a nova pista, a nova extensão, vai ser diferente, não precisamos fechar para isso. Precisamos fechar para melhorias para cumprir com o cronograma.

OP - A Fraport vai participar dos próximos leilões de aeroportos no Brasil?

Andreea Pal - Eu acho que sim, mas a decisão não é nossa, é dos colegas de Frankfurt (sede da Fraport na Alemanha). Pode ser que sim, pode ser que não.

OP - É visível que as obras estão adiantadas. Espera-se algum adiantamento do retorno do investimento também?

Andreea Pal - O retorno do investimento é tão grande que para retornar são 10 anos. Não importa se estamos com dois, três meses mais rápidos. Além do que aconteceram tantas coisas, como essa com a Avianca, é imprevisível o que vai acontecer. A Avianca não pagou mais tarifa há mais de meio ano. Essa tarifa de passageiros não é dinheiro da Avianca, então era obrigação da Avianca coletar dos passageiros e ter que transferir imediatamente para o aeroporto, mas eles não fizeram isso. (Na última sexta-feira, 24, a Anac suspendeu as operações da Avianca no Brasil. A companhia aérea está em recuperação judicial e não tem garantido os voos comprados dos passageiros).

OP - E trazendo essa gestão alemã aqui para o Aeroporto de Fortaleza, o deve melhorar da avaliação dos passageiros e, principalmente, em relação ao estacionamento, que é um dos quesitos mais reclamados?

Andreea Pal - Não vamos melhorar tudo, porque esse sistema de qualidade não é um sistema objetivo. Vamos trabalhar para mudar essa situação com a Anac. Porque temos obrigações contratuais e elas não falam de preço de estacionamento. Isso é uma questão de mercado e, claro, é importante o feedback do passageiro, mas não pode ser um critério de qualidade do aeroporto. Se uma aérea faz uma pergunta de serviço para mim e pergunta é em relação ao custo-beneficio, eu também responderia que é caro. Isso é normal. Não encontrei ninguém que diga: ‘É caro mas gosto do seu serviço, não me importa o preço’. Isso não é assim… Essa pergunta pode ser importante para entender o que as pessoas pensam, mas não pode ser um critério de qualidade.

OP - O que a Fraport traz de tecnologia para auxiliar a Polícia Federal na identificação de delitos, como a entrada de drogas?

Andreea Pal - Nossa obrigação não é identificar drogas, mas inspeção de segurança de aviação, mas, trabalhamos junto com as autoridades e temos câmeras. Vamos finalizar o sistema de vídeo completamente separado, como eles pediram. Fazemos tudo o que os agentes de segurança nos pedem, mas nossa responsabilidade não é capturar traficantes. Então, temos câmeras e seria necessário um software para identificação facial, que é da Polícia.

OP - Quando o passageiro vai sentir realmente melhorias, modernização… Porque por enquanto vocês estão em meio a obras…

Andreea Pal - Acho que não vai ter uma data, vai ser progressivo. O próximo passo é a finalização dos portões internacionais, porque os passageiros internacionais vão ter uma sala de espera muito mais agradável. O segundo passo é a abertura do novo check-in. Depois, no fim, as novas salas de embarque completamente diferentes do que vemos aqui, muito maiores, luminosas, outras cores, mais espaço para assentos, banheiros maiores.

OP - A Fraport decidiu por não usar o nome Aeroporto Internacional Pinto Martins…

Andreea Pal - O nome de nossa companhia é algo decidido em Frankfurt no marketing e, do ponto de vista legal, Pinto Martins não existe, é uma homenagem. Para nós, Fortaleza Airport é o único nome do ponto de vista legal. Mas Pinto Martins significa muito, é uma homenagem.

OP- Como a Fraport se insere na cultura e nos projetos do Ceará?

Andreea Pal - Ano passado também tivemos a cooperação com a Associação Pescar. Tivemos 15 ou 20 jovens das famílias mais pobres que aproveitaram um pouquinho para trabalhar conosco. Temos projetos, como o patrocínio do Aniversário de Fortaleza. Vamos patrocinar a festa de São João de Fortaleza. Ano passado colaboramos no São João de Maracanaú e eles fizeram uma ação dentro do aeroporto. Também ajudamos o Lar Torres de Melo.

OP - E em termos de empregabilidade, vai aumentar com a expansão do aeroporto?

Andreea Pal - Temos 180 pessoas aqui em Fortaleza, mas uma parte de administração é centralizada em Porto Alegre. A gente trabalha para ambos os aeroportos e não vamos crescer, porque os funcionários que estão no serviço direto com os passageiros, limpeza e segurança, são terceirizados. Não precisamos mais com a expansão.

OP - O que a empresa enxerga para os aeroporto de Fortaleza e Porto Alegre?

Andreea Pal - A expectativa para Fortaleza é agora a fase de expansão do finger (ponte de embarque), com quatro ou cinco portões novos. E ele (Pinto Martins) pode ser o aeroporto referencia no Nordeste? Vai ser o melhor aeroporto do Norte e Nordeste. Eu conheço os planos de expansão para Recife, que podem ser efetuados com o dinheiro que a Anac previu e a expansão não é tão fantástica. Aqui é muito maior. A nossa meta é construir e operar um aeroporto com um serviço excepcional. O melhor do Nordeste do Brasil e, por que não, o melhor em todo o Brasil. Primeiro que a infraestrutura vai ser muito diferente do que é agora, e vai cumprir com todos os standards (padrões) internacionais. Como dizemos no nosso idioma da aviação state of the art (estado da arte), com espaços grandes, espaços comerciais atrativos para os passageiros, com muito mais espaço para controle de segurança. Vai diminuir as filas e também com tecnologia que o passageiro não vê em primeira linha, mas automatiza e também moderniza o sistema de segurança, de bagagem, de tudo.

OP - A Fraport também decidiu investir na nova via de acesso ao aeroporto. Vai entrar com mais intervenções

Andreea Pal - Nossa obrigação é investir no aeroporto e isso fazemos com bastante intensidade e todo o resto é da Prefeitura (de Fortaleza). Estamos cooperando. É algo necessário e eles não têm dinheiro. Essa via é importante porque o tráfego com o novo aeroporto vai aumentar em consequência da expansão do aeroporto. É uma parte da aprovação que recebemos da Prefeitura para a extensão do terminal, mas não significa que vamos reparar todas as vias ao redor do aeroporto. Apenas nesse caso específico.

OP - E em relação a sua carreira, a senhora sabe falar muito bem em diversas línguas…

Andreea Pal - Inglês, alemão, romeno, e entendo muito bem italiano, falo espanhol, entendo um pouco francês. Então como falo mais línguas, é muito fácil aprender outras, como o português.

OP - Como a senhora enxerga a mulher no mundo executivo?

Andreea Pal - Com certeza é muto mais difícil para uma mulher. Na verdade, no Brasil não conheço tão bem, mas na Alemanha é extremamente difícil, porque esse network (rede) trabalha só com homens e precisamos de muito mais trabalho do que os homens, porque temos que demonstrar que somos melhores. E tem que trabalhar 23 vezes mais. Não sou só executiva, e também porque tenho uma família, tenho uma filha. Agora ela já tem 33 anos, mas quando ela era pequenina tinha que organizar tudo. Não era só a responsabilidade com a companhia, mas a responsabilidade com a vida privada, porque meu marido também não estava envolvido em nada, tive que fazer ambas as funções, e isso não é fácil.

OP - O que a senhora avalia que for determinante para chegar na posição que está hoje?

Andreea Pal - O caminho foi passo a passo, porque não sou alemã de origem. Quando mudamos para a Alemanha, muito jovem, sem experiência de trabalho, tive sorte de receber um imposto de dinheiro e, depois, trabalhei e muitos gostaram do meu trabalho, da eficiência e da rapidez para aprender, buscar soluções e implementar coisas. Assim fui de uma engenheira técnica atá a gerência. Então foi um caminho bastante longo e não foi fácil. Como mulher… Também na Alemanha, não é fácil, especialmente porque minha formação é técnica e para conseguir uma posição de técnica não foi uma coisa muito fácil. Também como estrangeira, porque na Alemanha estava como estrangeira. Sou mulher estrangeira, consegui um primeiro emprego e depois as pessoas entenderam que posso trabalhar, posso trabalhar rápido e correto, tenho energia para mudar as coisas e implementar projetos e assim cresci em cada ano na hierarquia da companhia.

OP - Como a senhora vê a presença das mulheres nos Conselhos de Administração das empresas?

Andreea Pal - Na Alemanha não tem lei que obriga, mas há uma recomendação forte do governo para que as companhias grandes tenham pelo menos 30% de mulheres nos Conselhos e isso, se aconteceu, foi na Deutsche Bahn (DB). Mas em companhias maiores tem uma ou duas mulheres, talvez, para demonstrar, mas não sei se as empresas estão convencidas do valor das mulheres. Na Fraport não temos cota, mas na nossa companhia temos muitas mulheres. Para mim, homens e mulheres são iguais. Quando tenho que tomar uma decisão não importa se é homem ou mulher.

OP - Mas a senhora teve que mudar suas características, ser mais dura?

Andreea Pal - Provavelmente sim, mas, talvez não, porque tive que comandar 200, 400, 4 mil pessoas e precisa de um pouco mais de dureza.

OP - A senhora educou sua filha diferente porque viu como o mundo é com mulher?

Andreea Pal - Não sei, porque minha filha (Sabina) faz o que ela crê que é bom. Tenho minha opinião, mas ela faz o caminho. E quando quero dar um conselho ela diz ‘não, não, não, não precisa’. Ela se formou em Marketing e Relações Públicas e trabalhou em uma companhia de Publicidade e Propaganda. Depois de três anos isso ela não gostou mais e agora ela tem ateliê de moda com uma amiga. Ela desenha umas roupas muito legais para mim.

OP - E qual a conexão da senhora com o Brasil?

Andreea Pal - Estou morando em Porto Alegre, mas estou viajando muito, então não sei exatamente onde moro. Temos operação em Lima (Peru) e cuido dela um pouquinho e estou num triângulo, contando com Fortaleza. Estou tratando de visitar Fortaleza uma vez por mês, mas tenho que ir muitas vezes a Brasília resolver problemas e, por isso, acho que não há semana sem viagem. Minha família está de vez em quando comigo. Conheço o Brasil um pouco mais no Rio Grande do Sul, porque posso viajar de carro… Santa Catarina, Rio de janeiro, Salvador… Fortaleza, claro, mas não muito. Viajei somente uma vez, aqui perto do aeroporto, no resort Carmel, a 40 km daqui. Essa era a lógica, porque tinha que estar aqui na segunda-feira de manhã.

OP - Foi fácil a adaptação à cultura?

Andreea Pal - Sou acostumada a me adaptar, porque antes vivia na Rússia, por 8 anos, e lé é completamente diferente. E também quando mudamos da Romênia para a Alemanha tive que me adaptar. Estou acostumada. Quando jovem, morei três, quatro anos no Peru. A América do Sul não é completamente nova para mim. A adaptação é até leve, porque não quero adaptar tudo, só as coisas que ficam bem para mim.

OP - Como o quê?

Andreea Pal - Aqui tem gente muito aberta e amável e não tão fria como os europeus e isso me agrada muito. As pessoas passeiam, discutem, jantam.

Perfil

CURRÍCULO De 2010 a 2017, Andreea Pal foi diretora geral adjunta, responsável pelas finanças e TI da Northern Capital Gateway, empresa que administra o Aeroporto de Pulkovo em São Petersburgo, Rússia. Como diretora administrativa da Dorsch Gruppe, uma das maiores consultoras de engenharia independentes alemãs, ela foi responsável pelas divisões Água e Meio Ambiente, Transporte e Infraestrutura, Aeroportos, Engenharia de Estruturas e Plantas Industriais. Tem experiência no desenvolvimento de infraestrutura como vice-presidente sênior da divisão de investimentos globais e na gestão da Fraport AG entre 2001 e 2009. Era encarregada de administrar uma carteira de mais de vinte empresas com uma receita anual de 700 milhões de euros. Integrava o Conselho Executivo de vários aeroportos da Europa, Ásia e América do Sul. Anteriormente, Andreea foi vice-presidente do Centro de Multiutilidades RWE AG, em Essen, diretora de tecnologia da Tessag, em Frankfurt, e chefe da Lahmeyer Energy Solutions, em Frankfurt. Foi responsável pelos investimentos em infraestrutura de energia na Alemanha e na Europa. Seu mestrado é em engenharia de energia.

Fonte: O POVO Online